Mistério ronda execução de líderes sem-terra no Triângulo


Secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, determinou que o comando das polícias Civil e Militar deem prioridade absoluta ao caso
VINÍCIUS LEMOS/CORREIO DE UBERLANDIA
homicídio
Vítimas foram mortas durante emboscada na MGC-455, no sábado
Os três líderes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) executados sábado, no Triângulo Mineiro, foram enterrados neste domingo (25). O crime, tratado com sigilo absoluto pela polícia, foi na MGC-455, em Miraporanga, distrito de Uberlândia. Neste domingo (25), o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, determinou que o comando da Polícia Militar e a chefia da Polícia Civil deem prioridade absoluta ao caso.

Por meio de nota, a secretaria informou que Ferraz pediu imediata apuração dos fatos, “para que sejam tomadas as providências cabíveis”. Uma equipe da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, chefiada pelo delegado Samuel Barreto, vai implementar as ações de investigação. Homens da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, que tem o delegado Wagner Pinto à frente, ajudam nas investigações.

A Polícia Civil deverá conceder entrevista coletiva hoje para falar sobre o andamento das investigações e sobre as hipóteses trabalhadas.
A única testemunha do triplo homicídio é uma criança de cinco anos, que estava junto com as vítimas em um veículo que seguia de um assentamento na cidade de Prata, a 80 quilômetros de Uberlândia, onde elas moravam. Ela foi encontrada sem ferimentos, ainda no interior do veículo.


A criança disse à polícia que o carro em que estava foi parado na rodovia por um homem que conduzia um automóvel de cor prata. O suspeito, então, teria atirado contra Nilton Santos Nunes, de 52 anos, Valdir Dias Ferreira, de 40, e Clestina Leonor Sales Nunes, 48.

A polícia descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) depois de encontrar, no colo de Clestina, uma bolsa com R$ 1.600. Entre as motivações possíveis para o crime estão acerto de contas, disputa por terras ou rixas relacionadas à atuação das vítimas com o MLST.

A violência atingiu também a capital e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde 11 pessoas foram mortas em menos de oito horas, somente entre a meia-noite de sábado e a manhã deste domingo.

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