Professores, da rede particular, não aceitam oferta e cogitam greve

Além de reajuste, profissional exige a unificação de rendimento mensal 

FOTO: CRISTIANO TRAD - 16.3.2011
Mobilizados. No ano passado, paralisação durou nove dias; patrões dizem que farão contraproposta
OtempoOnline
Os professores da rede particular, na capital e no interior do Estado, podem entrar em greve nesta semana. Uma reunião entre a categoria e os patrões, marcada para a próxima quarta-feira, será decisiva. Caso não aceitem pagar os 14% de reajuste salarial pedidos pela categoria, os donos de escolas poderão enfrentar uma paralisação geral na rede. Os patrões oferecem 7% de aumento. 
"Se nós não conseguirmos o reajuste que queremos, vamos cruzar os braços semelhante ao que aconteceu no ano passado", disse o presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), Gilson Reis. Em 2011, uma paralisação afetou a rede particular por nove dias. Em assembleia, no sábado, os professores descartaram a oferta dos patrões. 
A unificação salarial também está na pauta de reivindicações da categoria. Atualmente um professor da educação infantil recebe R$ 7 por hora-aula, o que dá uma média mensal de R$ 700. Professores do ensino fundamental recebem por mês o dobro disso. No ensino médio, o salário mensal passa para R$ 1.800. Se os patrões concederem os 14% de reajuste e unificarem a tabela, o salário-base dos professores passa a ser R$ 2.052.
A assessoria de imprensa do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) informou que os patrões vão apresentar uma contraproposta na reunião desta semana para tentar evitar a greve. Quanto à unificação das tabelas salariais, o Sinep-MG informou que irá avaliar a proposta.

Pedido é inviável, diz patronal
Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), o reajuste de 14% pedido pelos professores somado à unificação salarial dobraria os custos das escolas, o que tonaria a negociação inviável.

Para o presidente do sindicato dos professores, Gilson Reis, a categoria poderá flexibilizar a proposta, mas sem abrir mão do reajuste. "Nós queremos o reajuste e pelo menos um aumento melhor para os professores do ensino infantil". (NO)

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