Usuário de droga morre após disparo de arma de choque

ONG denuncia risco do uso de Taser em cardíacos e pessoas sob efeito de tóxicos
OtempoOnline
Porto Alegre. O uso de armas de eletrochoque, como a pistola Taser, pode ser fatal quando usadas contra pessoas que possuem doenças do coração, que estão sob o efeito de drogas ou que acabam de realizar um grande esforço físico. A informação consta em relatório da Anistia Internacional, ONG que monitora direitos humanos, que ainda pede muita cautela no uso do Taser.De acordo com o levantamento da Anistia feito nos Estados Unidos, 500 pessoas morreram no país devido ao uso policial da arma Taser desde 2001. Segundo estudos e especialistas ouvidos, o risco de ocorrerem efeitos adversos em pessoas desse grupo atingidas pelo Taser é ainda maior.



Casos recentes do uso da pistola Taser e que podem se enquadrar no alerta da Anistia, resultaram na morte de dois brasileiros (um no Brasil e outro na Austrália) e pode ter causado convulsão em outra vítima em Porto Alegre na semana passada.



Na madrugada de anteontem, Carlos Barbosa Meldola, 33, morreu em Florianópolis após ser imobilizado por um choque elétrico de uma pistola Taser disparada por um policial militar. 
Segundo a esposa da vítima, que acionou a polícia, o marido consumiu uma grande quantidade de cocaína na noite de sábado.



A polícia afirma que a arma de eletrochoque foi disparada na tentativa de salvar a vida de Meldola, que ameaçava se jogar da janela do apartamento, que fica no terceiro andar.



Outro caso é o do estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21, morto em Sydney, na Austrália, no último dia 18. Ele morreu depois de receber uma série de disparos da Taser efetuados por policiais.



Segundo o jornal australiano "Daily Telegraph", amigos não identificados de Curti disseram que ele teria usado drogas em casas noturnas na noite em que foi morto. 



No entanto, a polícia australiana ainda não divulgou o resultado de seus exames toxicológicos.

Convulsões
Cardíaco. Atingido por uma arma Taser no dia 16 de março, Everaldo Carvalho Alves, 32, sofreu convulsões no centro de Porto Alegre. Testemunhas disseram que ele era cardíaco e usava um marcapasso.
Família quer a punição de policiais
São Paulo. Parentes do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti pediram a punição dos policiais australianos acusados de perseguir e disparar contra o jovem, que morreu. Ontem, o cônsul-geral do Brasil na Austrália, embaixador Américo Fontenelle, se reuniu com o secretário de Segurança de Nova Gales do Sul, Michael Gallacher, para tratar do caso.


Gallacher prestou condolências à família e prometeu agilidade na investigação.

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