Dez dos 12 detentos que fugiram da Dutra Ladeira continuam foragidos

FOTO: ALEX DE JESUS/O TEMPO
Detentos fugiram na noite desse domingo
OtempoOnline
Dez dos 12 detentos que fugiram do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, nesse domingo (8) continuam foragidos. Na noite desta segunda-feira (9) a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) divulgou os crimes pelos quais os presos cumpriam pena.

Cinco dos fugitivos estavam detidos por roubo. Já quatro foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas. Um deles, além dos dois crimes, cumpria pena também por furto, porte ilegal de arma de fogo e homicídio. Os dois recapturados, Ederson Neves dos Santos e Glaysson Ferreira da Silva, estavam presos por homicídio e porte ilegal de arma, respectivamente.

Nesta manhã, Glaysson afirmou que a fuga foi facilitada por seis agentes penitenciários, que teriam recebido dinheiro dos presos. Ele ainda contou que integrantes do Grupo de Intervenção Tática (GIT) têm o hábito de insultar e espancar os detentos do centro de reclusão. As agressões estariam ocorrendo há sete meses e, conforme o detento recapturado, vários colegas de cela dele já tiveram membros do corpo quebrados pelos agentes. Por meio de nota, a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) informou que as últimas equipes da segurança que estavam de plantão serão ouvidas e que será aberto procedimento interno para apurar o ocorrido.

Além de fazer essas denúncias, Glaysson revelou detalhes sobre a fuga. Segundo ele, 12 presos da sala 7 do pavilhão 6 estavam há 45 dias cavando um túnel em uma área externa do presídio, que é usada para descarga de alimentos e objetos. O buraco aberto tem 15 metros e 60 centímetros de comprimento e 80 centímetros de diâmetro.

Conforme o preso, toda a terra, que ocuparia a carroceria de três caminhões, foi escondida dentro da cela. Todos os dias, os detentos prensavam a terra em cima das beliches e no chão do banheiro. Devido ao armazenamento do material, os presos ficaram esses 45 dias sem tomar banho e dormindo no chão. A vistoria periódica no pavilhão, segundo o detento, teria sido suspensa devido ao pagamento que os agentes receberam.

Glaysson Ferreira Silva foi recapturado às margens da BR-040, bem perto do presídio. Um casal de irmãos e um cunhado do detento foram presos, suspeitos de ajudar na fuga. O trio foi detido na mesma rodovia.

O outro detento recapturado foi localizado em uma mata próximo ao centro de reclusão. Em meio ao mato, os policiais encontraram um uniforme da Suapi e um celular, no qual foi encontrada uma SMS com o seguinte conteúdo: “Vem no sentido de Neves porque BH está lombrado”. Quem enviou a mensagem foi uma pessoa com apelido de “Boca”, que ainda não foi identificada ou presa.

Veja as fotos dos detentos que ainda estão foragidos:

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