Embraer: disputa para venda de caças aos EUA pode começar do zero

Uol Noticias
A Embraer (EMBR3) afirmou ter notado sinais de que a disputa por um contrato com a Força Aérea dos Estados Unidos, que tinha sido vencido pela fabricante brasileira e foi cancelado, "começará do zero" e que não haverá novos testes de voo.  A informação é do presidente-executivo da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. Segundo ele, representantes da Embraer se reuniram com a Força Aérea norte-americana nesta terça-feira (17) para tratar do assunto.  Em meados de fevereiro, a Força Aérea norte-americana informou ter cancelado um contrato de US$ 355 milhões (cerca de R$ 604 milhões) para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da fabricante brasileira Embraer (EMBR3), citando problemas com a documentação.  

Entenda o impasse

No fim do ano passado, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham ganhado o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte. De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer seriam fornecidas em parceria com a norte-americana Sierra Nevada Corporation (SNC) e seriam utilizadas para treinamento avançado em voo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão. Na época, a Força Aérea norte-americana disse que a seleção tinha sido justa e transparente.
"A concorrência e a avaliação de seleção foram justas, abertas e transparentes. A Força Aérea está confiante nos méritos de sua decisão de concessão do contrato e espera que o litígio seja rapidamente resolvido", divulgou, na época, em nota John Dorrian, porta-voz da Força Aérea norte-americana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário