Polícia Civil apreende carreta carregada com 470 kg de maconha

Três pessoas foram presas descarregando a droga em São José da Lapa para abastecer favela de Belo Horizonte
Clarissa Carvalhaes - Do Hoje em Dia
Uma carreta bitrem que transportava pelo menos duas toneladas de maconha foi apreendida nesta sexta-feira (6) à tarde em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Três pessoas foram presas por policiais da Divisão Antidrogas da Polícia Civil. A droga foi trazida do Paraguai e escondida no fundo falso da carreta em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Duas pessoas acusadas de fazerem parte da quadrilha conseguiram fugir quando os policiais civis chegaram ao local em que a carreta estava sendo descarregada. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Foram feitas buscas em toda a região, mas os policiais não conseguiram encontrar os fugitivos.

Os traficantes jogaram caldo de peixe na carroceria do caminhão, sobre o piso que escondia a droga, na tentativa de despistar os cães farejadores da Polícia Civil. O chefe da Divisão Antidrogas, delegado Luiz Flávio Cortat, informou que o entorpecente seria vendido na favela do Sumaré, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Foram presos Jairo Generoso de Jesus, de 33 anos, apontado pela Polícia Civil como chefe do tráfico na Sumaré, o motorista da carreta, Wanderlei Pereira Soares, e Carlos Magno de Souza.

O delegado Luiz Flávio Cortat acredita que a carreta tenha sido usada para distribuir parte da droga em São Paulo e no Sul de Minas. A carreta chegou a São José da Lapa com 470 quilos de maconha. A perícia da Polícia Civil vai analisar se um pó branco encontrado em sacos plásticos no fundo falso da carreta é cocaína.

O veículo de carga, com placa de Limeira, no interior de São Paulo, ficará apreendido em Minas Gerais. A carreta poderá ser leiloada caso a investigação aponte que seu proprietário tenha participado da distribuição da droga no Estado.

As investigações da Polícia Civil apontam Jairo Generoso como líder de uma quadrilha presa em março deste ano, em Belo Horizonte, com 119 quilos de maconha. Um detetive aposentado fazia parte do grupo e também foi preso na ocasião.

O delegado negou que tenha havido conflito com a Polícia Militar no momento da prisão dos três acusados. Segundo ele, o clima ficou tenso, pois os militares também foram ao local em que a droga era descarregada. Mas assim que os responsáveis pela operação se identificaram, a situação foi normalizada.

De janeiro a março deste ano, a Divisão Antidrogas fez 19 operações. A Polícia Civil aprendeu, no período, 84 quilos de cocaína, 343 quilos de maconha e 2,5 quilos de haxixe. Foram feitas 42 prisões e apreendidos 37 veículos usados pelos traficantes.
“Vamos intensificar as operações policiais para prender as quadrilhas do Paraná que compram a droga no Paraguai para abastecer os aglomerados das cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, prometeu o delegado.

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