Polícia Civil do Rio exonera delegado após PM acusado de estupro fugir pela porta da frente do distrito

Uol Noticias / Video rede Globo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a exoneração do delegado Alberto de Oliveira Leite, ex-titular da 35ª DP (Campo Grande), da qual o cabo da Polícia Militar Frank Cimar Barbosa de Oliveira Souza, 39, fugiu pela porta da frente após prisão em flagrante sob acusação de estupro contra uma mulher de 21 anos. Os crimes ocorreram na noite de sábado (14). De acordo com a Polícia Civil, o afastamento do policial não ocorreu exclusivamente em função da fuga do criminoso --que já tem contra si um mandado de prisão expedido pela Justiça e é considerado foragido--, mas, sim, por conta de "falhas de atendimento" observadas por agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) durante vistoria na 35ª DP.

Além da diligência para capturar o suspeito, investigadores também checam se o cabo da Polícia Militar possui relações com uma das principais milícias da zona oeste do Rio de Janeiro. O PM foragido é acusado de sequestrar e estuprar uma mulher de 21 anos, em Campo Grande, na zona oeste fluminense. Com base em depoimentos de testemunhas, incluindo o da própria vítima, e na fuga do policial militar, o Tribunal de Justiça do Rio expediu um mandado de prisão contra o suspeito.

Frank Cima Barbosa de Oliveira Souza está sendo procurado por agentes da policia civil e policiais militares, principalmente em bairros das zonas norte e oeste da cidade. Dois PMs acusados de facilitar a fuga do colega --eles foram os responsáveis por conduzir o suspeito ao distrito policial-- serão indiciados por favorecimento pessoal e prevaricação, isto é, quando um funcionário público retarda ou deixar de praticar devidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que Souza conseguiu fugir no momento em que aguardava para ser qualificado criminalmente pela delegada de plantão da 35ª DP, depois de uma denúncia feita pelo namorado da jovem de 21 anos. Os dois PMs que conduziram o suspeito, lotados no 40º BPM (Campo Grande), deveriam fazer a escolta do criminoso --que não foi algemado-- durante a espera pelo registro criminal.

Na versão do irmão da vítima, Souza não estava fardado no momento em que supostamente abordou a vítima, porém teria se identificado como policial militar para ameaçar o namorado da vítima, que deixou o local para fazer a denúncia. Em seguida, o PM teria obrigado a jovem a entrar em seu carro particular. O argumento do PM era o de que ela teria de ser levada à delegacia por não estar com seus documentos. Exames feitos no Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram que a jovem de 21 anos sofreu violência sexual.

O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, enviou à imprensa uma nota oficial nesta segunda na qual classifica o episódio como "gravíssimo", e determina ao comandante da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, rigor nas investigações. As circunstâncias da fuga do criminoso na 35ª DP também serão investigadas por meio de procedimento interno instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil.

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