Cabo suspeito de estuprar grávida é considerado foragido pela Justiça Militar


Um soldado da Polícia Militar que também teria participado do crime já está preso
TONINHO ALMADA
Policiais suspeitos de estupro
Policiais e envolvidos na ocorrência prestaram depoimento na semana passada
A Justiça Militar Estadual decretou a prisão preventiva de dois policiais militares do 39º Batalhão da Polícia Militar (BPM) que são investigados em um caso invasão domiciliar, lesão corporal e estupro contra uma jovem grávida. O crime ocorreu no último dia 22, na Vila Frigo Diniz, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o soldado Wagner Gonçalves Santos Júnior, de 25 anos, que teria espancado o marido da vítima enquanto ela era abusada por outro militar dentro da casa deles, já estava preso em flagrante na sede do 1º Batalhão da PM, no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital, e passa a permanecer preso, preventivamente, à disposição da Justiça. 

Na semana passada, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do soldado, foram encontradas, no quarto dele, uma bucha de maconha, uma pedra de crack, além de sete munições de calibre ponto 40 e três de calibre ponto 32. Na ocasião, o policial admitiu que misturava as drogas, criando uma substância chamada de merla, da qual seria dependente.

Uma busca também foi realizada na casa do cabo, que teria estuprado a jovem grávida. Conforme a Polícia Militar, a partir desta segunda-feira (28), o cabo é considerado foragido. Ele também não se apresentou ao serviço, mas já está sendo procurado.

Mais de 10 pessoas, entre vítimas, suspeitos e testemunhas, foram ouvidas pela Corregedoria da Polícia Militar. O casal e a outra mulher que estavam na casa foram submetidos a exame de corpo de delito.

A prisão preventiva dos dois policiais militares foi decretada com base no Artigo 254, A e B, do Código de Processo Penal Militar, combinado com o Artigo 245, alíneas A, B, D e E, também do Código de Processo Penal Militar.

Agressões e estupro
O crime teria ocorrido por volta das 23 horas. O soldado e o cabo do mesmo batalhão teriam invadido a casa, onde estavam a grávida de 18 anos, o namorado dela e uma amiga do casal, com a desculpa de que poderiam encontrar drogas no local.

Os policiais teriam ordenado que os jovens tirassem as roupas para procurar os entorpecentes. Segundo o relato da grávida, o soldado perguntou se ela faria um programa com ele e a levado para o quarto onde a violentou. O namorado tentou ir atrás deles, mas foi agredido por outro policial. Depois da agressão, os militares foram embora. O rapaz e as jovens ligaram para o 190 da PM para fazer a denúncia.

Segundo o major Gilmar Luciano, da assessoria da PM, os dois militares estavam fardados e usavam uma viatura da corporação. No entanto, nenhuma ocorrência estaria sendo atendida no local.

Em uma atitude inédita na Polícia Militar de Minas, o major concedeu entrevista coletiva para falar sobre o assunto e disponibilizou o histórico da ocorrência feita por militares que atenderam as vítimas.

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