Polícia prende 38 em operação contra homicídios


OtempoOnline
A Polícia Civil prendeu ontem 38 suspeitos de participação em uma guerra de gangues que já teria causado pelo menos dez mortes neste ano em Ponte Nova, na região da Zona da Mata. Eles são suspeitos de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico e estariam envolvidos em uma disputa pelo controle de território. Além do número de mortos cada vez maior, a briga tem levado medo para os moradores da cidade.

Durante a operação Carpe Diem, a polícia cumpriu 36 mandados de prisão e 41 de busca e apreensão - duas prisões foram em flagrante. Segundo o delegado de Tóxicos e Homicídios Milton da Cunha Castro Júnior, a ação visa inibir o avanço da criminalidade violenta, que, só nos sete primeiros meses deste ano, fez 13 vítimas - dez delas relacionadas à briga pelo comando do tráfico. 

"Para se ter uma ideia de como essas quadrilhas têm agido em Ponte Nova, em todo o ano passado, foram registrados dez homicídios na cidade. O aumento é enorme, levando em consideração só o primeiro semestre de 2012", destacou.

As investigações duraram cerca de um ano. Entre os detidos estão três mulheres e quatro adolescentes com idades entre 14 e 16 anos. Os presos vão responder por homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação. Cinco suspeitos conseguiram fugir e ainda estão sendo procurados pela polícia. "O foco agora era a prisão dos suspeitos de espalhar terror pela cidade, para inibir a criminalidade e evitar mais mortes", afirmou o delegado.

Aparato. Um helicóptero da Polícia Civil e mais de 120 policiais civis das delegacias de Ubá, Ipatinga, Caratinga, Manhuaçu e João Monlevade participaram da operação. Além das prisões, os investigadores apreenderam drogas, munições, dois carros, uma motocicleta e cerca de R$ 8.000 - dinheiro que teria sido arrecadado com o comércio de drogas.

"As duas organizações tinham um estrutura hierárquica, e a guerra entre os dois grupos tem se acirrado nos últimos meses", explicou Castro Júnior.

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