Antes de morrer, primo do Goleiro Bruno foi ameaçado

Delegado que apura o homicídio vai ouvir três suspeitos presos anteontem 

FOTO: LEO FONTES -22.8.2012
OtempoOnline
Há cerca de dois meses, Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes que foi assassinado na última quarta-feira, recebeu ameaças de morte por meio de mensagens enviadas ao seu telefone celular. A informação veio à tona após a família dele prestar depoimento anteontem à Polícia Civil. O delegado que apura a execução de Sales, Frederico Abelha, irá investigar quem é o autor dos textos já que a família não havia conseguido identificá-lo. A corporação não divulgou quais eram os conteúdos das mensagens. No dia do homicídio, alguns parentes disseram que o primo do goleiro nunca tinha sido ameaçado.


Sales foi executado com seis tiros quando saía para trabalhar, no bairro Minaslândia, na região Norte da capital. Ele foi atingido por um tiro, tentou correr e buscar abrigo em uma casa, mas caiu e foi atingido por outros cinco disparos. Anteontem à noite, possíveis pistas do assassino foram repassadas à polícia. Durante uma operação, sete pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas no Primeiro de Maio, bairro vizinho ao Minaslândia.

Duas denúncias feitas à Polícia Militar (PM) informavam que três dos sete detidos teriam envolvimento no homicídio de Sales. Um morador não identificado chegou a dizer que um dos suspeitos teria uma moto vermelha semelhante a usada na execução do primo do goleiro Bruno. Abelha confirmou que ainda deverá ouvir os três homens.

Hipóteses. Até o momento, a Polícia Civil trabalha com três hipóteses para o assassinato de Sales: queima de arquivo, já que ele era uma das testemunhas mais importantes no processo que apura o sequestro e morte de Eliza Samudio, problemas pessoais da vítima e um possível envolvimento com o tráfico de drogas.

Procurados pela reportagem de O TEMPO, os parentes de Sales preferiram não dar muitas informações sobre o assunto. Ao ser indagado sobre as supostas ameaças, um dos familiares disse apenas que "cada um cria uma versão". Ele ainda afirmou que a família não dispõe de muitos detalhes do caso. "Se a família tivesse mais informações, certamente falaria", afirmou.

Esse parente de Sales, que pediu para não ser identificado, espera que a polícia desvende o caso. "Mas o que realmente resolveria a nossa situação seria tê-lo conosco de novo", disse, emocionado. "Não temos condição de falar mais", finalizou. 

O delegado Abelha já descartou que a morte de Sales possa ter relação com uma suposta briga durante um jogo de futebol. Segundo ele, essa versão pode ter surgido para desviar o foco das investigações. (Com Juliana Siqueira)

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