Avanço da violência espalha medo pela Grande BH


Hoje em dia
O avanço da criminalidade em Minas Gerais é visível não só nos dados relativos à violência, que crescem a cada mês, como também no comportamento das pessoas. O medo invade casas e comércio, das regiões mais carentes das cidades às mais nobres. A maioria dos casos acontece na Grande Belo Horizonte, nas áreas das chamadas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) 1, 2 e 3. Em apenas 40 municípios, ocorrem 59,67% dos crimes violentos de todo o Estado, que tem 853 cidades.

São crimes que crescem de forma inversamente proporcional à capacidade das forças policiais – há um déficit de mais de dez mil militares e civis em Minas. E os investimentos devem começar a aparecer somente no primeiro trimestre do ano que vem, segundo afirmou na quarta-feira (22) o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz. “Haverá melhorias estruturais das polícias Civil e Militar, com mais contingentes de homens”, disse. A expectativa é que, até 2014, ambas as corporações recebem R$ 411 milhões em investimentos.


Desfalcada, a polícia tenta mobilizar a população contra a violência. No Belvedere, bairro da zona Sul da capital onde foram registrados três sequestros-relâmpagos em menos de 24 horas nesta semana, a PM convoca os moradores para uma ação conjunta que engloba operações e mais atenção nos pontos críticos.
 
Investigação falha
A parte investigativa também mostra suas mazelas. Quase metade dos policiais civis que trabalham na apuração de homicídios está empenhada apenas na conclusão de inquéritos anteriores a 2007. É um esforço para tirar Minas Gerais da ingrata posição de último colocado no ranking brasileiro dos estados que menos conseguem solucionar assassinatos antigos.

“As elevadas taxas de homicídios e de impunidade aumentam a sensação de insegurança sobre a população”, afirma José Ignácio Cano, membro do laboratório de análise da violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O especialista acredita que as políticas públicas tradicionalmente praticadas em Minas, e no país como um todo, colaboram para a violência. Ele aponta como falhas a falta de investimentos e a proliferação das armas 

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