Com novos protestos, greve da PF já prejudica 20 mil pessoas em Minas


Hoje em Dia
Cerca de de 60 policiais federais participaram, na manhã desta segunda-feira (27), de um novo protesto no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em greve desde o dia 7 de agosto, os agentes distribuíram pizza, como vem acontecendo nas últimas semanas, no intuito de chamar a atenção para a categoria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef-MG), Renato Deslandes, o objetivo das ações é mostrar disparidades na remuneração dos servidores. "É um protesto contra a desigualdade de salários que há na PF atualmente", explica.


Durante aproximadamente 20 minutos, os agentes entregaram 400 pedaços de pizza para quem passava pelo aeroporto. Após a distribuição, os grevistas fizeram uma passeata pelo terminal, pedindo também o fim da corrupção.


Novos protestos

Nesta terça-feira (28), os policiais farão novos protestos na capital mineira. Por volta das 14 horas eles se concentrarão na sede do sindicado, na avenida Raja Gabaglia, e depois seguirão em passeata até o pátio da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). Com o tema "chega de carregar o piano", eles levarão o instrumento musical em um carro pelas ruas da região para mostrar a indignação com o tratamento recebido pelo governo. De acordo com Deslandes, dos cinco cargos de nível superior na PF (delegado, investigador, perito, papiloscopista e escrivão), apenas dois (delegado e perito) têm remuneração equivalete à posição ocupada no órgão.


A greve

Na quinta-feira (23), a categoria definiu em assembleia pelas novas ações e continuidade da greve. O sindicato reclama que a desvalorização dos cargos provoca a evasão de aproximadamente 250 policiais por ano, além de prejudicar as funções da PF, como combate ao crime organizado e corrupção.

Os grevistas reclamam que o Ministério do Planejamento não avançou na proposta feita anteriormente, mantendo o reajuste de 15,8%, diluído entre os próximos três anos, o mesmo apresentado aos demais servidores públicos.

Com a greve, todos as atividades da Polícia Federal estão sendo afetadas. Emissão de passaportes, registro de porte de armas, oitivas, investigações, entre outros serviços, só são realizados em casos emergenciais.

Ainda segundo o Sinpef-MG, pelo menos 20.000 passaportes deixaram de ser produzidos em Minas por causa da paralisação, com uma média de 1.200 por dia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário