Denúncia leva polícia de volta ao sítio que pertenceu ao goleiro Bruno

Denúncia anônima levou policiais civis, militares e bombeiros até o local
Estado de Minas

Entrada do condomínio onde fica o sítio que pertenceu ao goleiro Bruno, em Esmeraldas, Grande BH (PAULO FILGUEIRAS/EM/DA PRESS)
Entrada do condomínio onde fica o sítio que
 pertenceu ao goleiro Bruno, em Esmeraldas, Grande BH
Uma denúncia anônima levou equipes das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros até o sítio que pertenceu ao goleiro Bruno Fernandes, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O contato, feito por meio do Disque Denúncia 181, indicava a suposta localização dos restos mortais de Eliza Samudio. A denúncia foi feita um dia após uma das pessoas envolvidas no caso ser baleada, em situação ainda não esclarecida, e na semana seguinte à execução de uma das testemunhas-chave do caso.
As equipes foram mobilizadas para realizar as buscas por volta das 23h. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os militares chegaram ao sítio por volta da meia noite. Entretanto, não puderam entrar na propriedade por falta de mandado judicial. O porteiro do Residencial Turmalina, onde fica o sítio, confirmou que ao menos cinco viaturas estiveram no local.


A Polícia Militar adiantou que a denúncia indicava duas palmeiras como referência da localização da ossada na entrada do sítio. A expectativa é que os policiais retornem ao sítio na manhã desta terça-feira, já de posse uma autorização da Justiça para fazer as buscas.

O sítio teria sido o cativeiro de Eliza Samudio antes de ser morta, conforme apontaram as investigações. Vestígios de roupas queimadas e de sangue foram encontrados no local. A polícia realizou buscas na propriedade ao menos em três etapas distintas em julho de 2010, quando Eliza desapareceu. A defesa dos envolvidos chegou a contratar um perito particular para periciar o sítio e confrontar com os laudos policiais, mas nenhuma evidência de que o corpo de Eliza tivesse sido enterrado lá foi levantada.

Bruno e Dayane venderam o sítio no ano passado (Jair Amaral/EM/D.A.Press/arquivo)
Bruno e Dayane venderam o sítio no ano passado

Em abril de 2011 o sítio, avaliado em R$ 1,2 milhão, foi colocado à venda por R$ 800 mil, quando o atleta, já preso, oficializou a seperação da ex-mulher Dayane dos Santos.


Envolvidos baleados

A polícia ainda considera a hipótese de que Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, tenha sido vítima de queima de arquivo. Ele foi executado a tiros na última quarta-feira próximo de onde morava, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte. Sérgio foi a principal testemunha do cárcere de Eliza Samudio no sítio e afirmou em depoimento que Bruno confirmou que a ex-amante havia sido morta por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Já o ex-motorista do jogador, Cleiton da Silva Gonçalves, foi baleado no domingo à noite em um bar no Conjunto Liberdade, em Contagem. Ele não procurou a polícia nem buscou atendimento médico, mas a reportagem do em.com conversou com a mulher de Cleiton, que confirmou o ataque. Sem contar detalhes, ela apenas afirmou que ele levou um tiro de raspão nas costas. 

No bar, além de Cleiton um adolescente foi baleado na perna. A Polícia Militar registrou a ocorrência, mas sem o nome de Cleiton. Porém, a Polícia Civil, que esteve no local do crime, deverá intimá-lo a falar sobre o ataque. Ele já responde processo em liberdade acusado de ter sido mandante de um homicídio ocorrido em fevereiro deste ano

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