Nova rotina pode agilizar atendimento a usuários


FOTO: JOÃO MIRANDA - 8.5.2012
Em maio, O TEMPO mostrou o uso de drogas indiscriminado na capital
OtempoOnline
A Defensoria Pública de Minas Gerais se reuniu ontem com representantes do Centro de Referências em Álcool e Drogas (Cread) para planejar uma forma de garantir que as pessoas que procuram o órgão consigam atendimento para viciados em drogas na rede pública de saúde. Os pacientes que acionam à Justiça por não conseguirem uma vaga para internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não conseguem dar continuidade no processo porque os médicos não estariam concedendo o laudo que recomenda o tratamento.

Para solucionar o problema, a Defensoria está criando um fluxo para garantir o atendimento dessas pessoas. Segundo o defensor da saúde, Bruno Barcala, na próxima semana haverá outra reunião para definir melhor o funcionamento do sistema. "Vamos estabelecer uma rotina, em parceria com o Cread, para acionar os lugares certos quando as pessoas procurarem a Defensoria por causa do uso de drogas", explicou. 

De acordo com denúncias da Defensoria, de entidades ligadas aos usuários e de famílias de dependentes, a Prefeitura de Belo Horizonte estaria orientando os psiquiatras da capital a não fornecerem laudos à dependentes químicos, necessários para a internação. O motivo seria a falta de vagas no sistema público e o temor do município em ter que custear os tratamentos. 

A prefeitura nega as orientações e afirma que os profissionais tem autonomia para conceder o relatório se houver necessidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital, este ano foram registradas cinco internações compulsórias - quando não há o consentimento do usuário e a Justiça é acionada por não conseguir vaga no SUS. No ano passado, foi apenas um caso. O órgão não forneceu o número de laudos para internação concedidos por médicos da rede pública nos últimos meses.

Em Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), quase 100% dos 2.700 leitos psiquiátricos disponíveis no SUS estão ocupados.

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