PF rejeita proposta do governo e estenderá greve até novembro

Trinta categorias aceitam aumento de 15,8%; paralisação continua na UFMG

FOTO: JOÃO MIRANDA
Protesto. Policiais federais levaram um piano para a praça da Assembleia para pedir tratamento igualitário
OtempoOnline
No que depender de algumas categorias do funcionalismo público federal no Estado, as paralisações só serão encerradas se o governo ceder e reabrir as negociações. É o caso dos docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG) e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que decidiram manter a greve em assembleia realizada ontem - dia em que terminou o prazo para que os profissionais aceitassem o reajuste de 15,8%, divididos em três anos, oferecido pelo governo. 

Alheios ao fim desse prazo, cerca de 200 policiais federais foram às ruas protestar ontem. Em passeata entre a sede da corporação, no bairro Gutierrez, na região Centro-Sul, e a Assembleia Legislativa de Minas, no Santo Agostinho, na capital, agentes, escrivães e papiloscopistas (peritos) carregaram um piano para pedir um tratamento mais igualitário. À noite, eles se reuniram com parlamentares.

Segundo o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Paulo Poloni, um calendário com ações até novembro foi elaborado. Uma assembleia será realizada amanhã, em Brasília, para discutir as medidas. "Podemos continuar a greve por tempo indeterminado".

Em Minas, mais de 20 mil passaportes deixaram de ser produzidos em 22 dias de greve. Além da reestruturação da carreira, os policiais pedem aumento no piso de R$ 7.200 para R$ 12 mil.

Acordo. O Ministério do Planejamento informou que 30 categorias - 18 das quais integram a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal - assinaram acordo ou sinalizaram que vão aceitar a proposta. Eles retornam ao trabalho na segunda-feira. 

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