Polícia do Rio prende suspeito de matar PM na Rocinha; para governador, crime é "ação desesperada de marginais"


Uol Noticias
A polícia prendeu nesta sexta-feira (14) um suspeito de participar da morte de um policial militar na noite de ontem na favela da Rocinha, zona sul do Rio. Diego Barbosa Henriques, 24, foi morto quando, junto com mais três colegas, fazia uma patrulha a pé numa área conhecida como 199. Eles foram surpreendidos por dois homens armados e um deles disparou contra Diego. Houve troca de tiros, mas os criminosos conseguiram fugir.

PM é morto na favela da Rocinha

Ocupada por agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo Batalhão de Policiamento de Choque depois da prisão do chefe do tráfico na favela, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, em novembro de 2011, a Rocinha deve ser a próxima comunidade do Rio a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Segundo informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, um suspeito identificado como "Iaguinho" foi detido em casa e não ofereceu resistência. "Com ele foi encontrado carregadores e munições de pistola 9 milímetros, mesmo calibre do disparo que matou o policial militar", afirma nota do órgão. Segundo a polícia, ligações do disque-denúncia confirmam a participação de Iaguinho no crime.


O suspeito foi enviado para a Divisão de Homicídios do Rio, que está a cargo das investigações. A Polícia Militar disse que ainda não é possível informar o verdadeiro nome do suspeito, mas os outros três policiais que faziam a patrulha com Diego devem ajudar na identificação do autor do crime.

O PM foi atingido no rosto e chegou a ser socorrido, mas já chegou sem vida ao hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio. Diego será enterrado na tarde de hoje, a partir das 16h, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O policial estava na corporação há um ano era solteiro e não tinha filhos.

Após a morte, uma operação foi realizada na Rocinha em busca de responsáveis pelo crime.
Em mensagem postada no Twitter, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse hoje que “o ataque de ontem na Rocinha é mais uma ação desesperada dos marginais” e que “o Rio de Janeiro pode ter certeza que não haverá retrocesso nas comunidades pacificadas”. 
Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança, ainda não é possível determinar a data exata da instalação da UPP na área, mas a expectativa é de que a unidade seja inaugurada até o fim de setembro. Atualmente já existe um centro de comando implantado no alto da favela para monitorar as ações de patrulhamento que ocorrem pelas forças de ocupação.

Outras mortes recentes 

Em abril deste ano, uma outra morte de policial na Rocinha já havia sido registrada. O cabo Rodrigo Alves Cavalcante, 32, do Batalhão de Choque, também foi assassinado quando fazia uma patrulha na comunidade. Já no dia 23 de julho, a policial Fabiana Aparecida de Souza, 30, morreu durante um ataque de criminosos ao contêiner-sede da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.

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