Base da polícia é atacada a tiros em Ribeirão Preto

Governo de São Paulo não descarta enviar policiais da Rota para a cidade

FOTO: CRISTIANO NOVAIS/ESTADÃO CONTEÚDO - 19.10.2012
Otempoonline
Ribeirão preto. A onda de violência que atinge Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, desde a última semana, teve novo capítulo ontem, com o ataque a uma base da Polícia Militar (PM). A base policial do bairro Quintino Facci, na zona Norte da cidade, foi alvo de tiros. Ninguém se feriu na ação.

A cidade registrou ontem, em um intervalo de seis horas, 12 pessoas baleadas, das quais cinco morreram. Entre o último domingo e terça-feira, quatro criminosos foram mortos e dois PMs se feriram na cidade.

Após os ataques, na manhã de ontem, outras bases da Polícia Militar tiveram a segurança reforçada. Cavaletes foram espalhados nas proximidades dos prédios para evitar a aproximação de veículos suspeitos, por exemplo. Por causa da situação, o governo do Estado não descarta enviar policiais da Rota (grupo de elite  da PM paulista) para coibir a violência no município. 
"No momento, não vemos necessidade (de enviar a Rota), mas, se for preciso, isso será feito", afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Criminalidade. Ferreira Pinto e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) estiveram na cidade em ato partidário pró Duarte Nogueira (PSDB), que disputa o segundo turno da eleição municipal contra Dárcy Vera (PSD). 

Questionado se a onda de criminalidade na cidade justificaria a presença da Rota - a exemplo do que ocorreu no litoral -, Alckmin reafirmou que, no momento, ela não é necessária. De acordo com ele, a onda de violência na cidade é resultado de briga entre quadrilhas de tráfico de drogas. 

Segundo o governador de São Paulo, tanto os ataques em Ribeirão como as mortes registradas na capital são uma reação da criminalidade às ações da Polícia Militar. 

"A criminalidade não vai intimidar o Estado. A polícia tem ordem de ir para as ruas e prender os criminosos", disse Alckmin. 

Ferreira Pinto afirmou ainda que, quando a polícia combate o tráfico, o prejuízo sofrido pela criminalidade faz com que os grupos disputem entre si os espaços na cidade. 

Portas fechadas. Com medo de novos ataque e em "luto" pelas mortes ocorridas na cidade, comerciantes da zona Norte de Ribeirão Preto não abriram as portas, ontem.

Os crimes aconteceram durante a tarde da última sexta-feira nos bairros Quintino Facci 2, Ipiranga e Avelino Palma.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, disse que a não abertura das lojas foi "uma iniciativa própria" dos donos dos estabelecimentos. "Isso não aconteceu porque a polícia recomendou ou porque os criminosos tenham dado algum tipo de ordem nesse sentido".

Capital. A cidade de São Paulo também teve um sábado violento. Seis pessoas foram assassinadas e outra três ficaram feridas durante a noite de anteontem. Todos os casos foram registrados na zona Sul de São Paulo. Pelo menos duas mortes têm ligação com o tráfico de drogas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário