Dilma responde às críticas feitas por Aécio Neves durante comício de Patrus


FOTO: DOUGLAS MAGNO / O TEMPO
Última semana de campanha, presidente Dilma Rousseff reforça candidatura de Patrus à prefeitura de Belo Horizonte
OtempoOnline
Mesmo sem citar nomes e afirmando que evitaria polêmicas e ataques aos adversários na corrida pela prefeitura de Prefeitura de Belo Horizonte, a presidente Dilma Rousseff respondeu às críticas feitas nessa semana pelo senador Aécio Neves (PSDB) durante o comício do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Patrus Ananias, realizado na noite desta quarta-feira (3), no Barreiro. 

Acompanhada do vice-presidente Michel Temer (PMDB), do ministro da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT) e do deputado Federal, Miguel Corrêa (PT), a presidente destacou os feitos do candidato durante gestão como ministro de Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

A presidente Dilma disse, sem citar o nome do senador Aécio, que ele tem uma "visão mesquinha da vida" e afirmou que, durante a ditadura, ela saiu de Minas Gerais para escapar da perseguição política, não para "passear" ou "ir à praia", em clara referência à residência que o tucano mantém no Rio de Janeiro. Com expressão grave, a presidente disse várias vezes que queria dar algumas respostas de críticas que recebeu. Na última segunda-feira (1º), Aécio, principal cabo eleitoral da campanha à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), declarou que a "população conhece melhor que qualquer estrangeiro" em quem deve votar.


Por causa dessas declarações, a presidente mais uma vez atacou o tucano: "Eu nasci em Belo Horizonte, andei pela primeira vez aqui em Belo Horizonte. Aqui estudei, fiz colégio estadual, depois entrei na faculdade. Aqui em Belo Horizonte aprendi uma coisa importante, que os mineiros sempre tiveram: a capacidade de lutar por seu País. Aprendi a lutar aqui. Como sou estrangeira, se saí daqui porque lutei contra a ditadura? Não saí para ir à praia, não saí para passear. Saí porque começou aqui um forte processo de perseguição. Quero dizer a vocês aqui que na minha veia corre o sangue de Minas Gerais. Por isso sou presidente de todos os brasileiros", discursou, sob gritos de Dilma, Dilma, Dilma, dos participantes do ato público.


A  presidente Dilma destacou o sucesso da criação do Bolsa-Família em todo o país e a reafirmação do que poderá ser feito pelo candidato, caso seja eleito prefeito de Belo Horizonte. Ela garantiu a manutenção dos recursos para as obras do Anel Rodoviário, a expansão do metrô na capital, mas negou dificultar o repasse financeiros para as obras, caso Patrus não seja o novo prefeito da capital.

Entre os destaques da participação da presidente no comício foi a sua justificativa para o veto dos royalties do minério. “Nos vetamos o projeto e vamos fazer a lei da mineração assim como já existe a lei do petróleo. Não há hipótese do Governo Federal não aprovar uma lei de mineração”, afirmou a presidente. Dilma apimentou ainda mais o discurso dizendo que “ninguém pode se achar dono de Minas e nem mesmo de Belo Horizonte”.

Segundo representantes do partido, cerca de 5.000 pessoas participaram do evento. Durante o comício, os simpatizantes a candidatura gritavam “Fora Lacerda”.
Para finalizar a participação, a presidente Dilma afirmou que não desembarcou na cidade "para falar mal de ninguém", mas repetiu mais de uma vez que queria "responder" a críticas feitas pelos adversários durante a campanha. A presidente chamou de “estarrecedor” a situação da política tão pequena no Estado.

A presença de Dilma na cidade era uma reivindicação dos petistas desde o início da disputa. O Governo Federal atuou diretamente na articulação da candidatura após o racha do PT com o PSB em Belo Horizonte. Mas, apesar de já ter dado diversas declarações de apoio ao correligionário no material veiculado nas rádios e TVs, o comício com Dilma não poderá ser utilizado na propaganda eleitoral gratuita, encerrada nesta quarta.

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