Cavalaria da Polícia Militar volta aos trabalhos após 10 dias de interdição

O Regimento da Cavalaria foi suspenso por causa de uma suspeita de que os animais estariam contaminados por mormo

Cavalaria PM
Cavalos que compõe Regimento da Polícia Militar
 não estão infectados por bactéria
OtempoOnline
Após dez dias de suspensão, o Regimento de Cavalaria  Alferes Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais volta a funcionar normalmente. Os animais do regimento estavam com suspeita de contaminação por uma bactéria denominada mormo, doença infecto-contagiosa que atinge os equinos.O Regimento foi suspenso no dia 21 deste mês, e um dia depois, amostras de sangue dos 276 cavalos que compõe o serviço foram enviados à Belém, no Pará, para serem analisados. O resultado chegou à capital nesta sexta- feira (31) e ficou constatado que os animais não estão infectados pela doença.

"O Regimento volta a funcionar normalmente, os cavalos estão sadios e fora de perigo" garante o comandante da Cavalaria, tentente-coronel Mac Dowel. Ainda segundo Mac Dowel, os cavalos vieram do Distrito Federal e estão no regimento há 52 dias.

A suspeita da contaminação foi levantada após o retorno da equipe de equitação de uma competição no Espírito Santo. Desta forma, veterinários do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estiveram na unidade e realizaram as vistorias e exames nos animais. Se a contaminação tivesse sido confirmada, os cavalos teriam que ser sacrificados.

Entenda a doença

O mormo, também conhecido como lamparão, é uma doença infecto-contagiosa que acomete os equídeos e tem como agente etiológico a bactéria Burkholderia mallei. Ela também pode ser contraída por outros animais como cachorros, gatos, bodes, além do ser humano.

A infecção por bactéria se dá através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como pús, urina, secreção nasal e fezes. O agente infeccioso pode penetrar no organismo pelas vias digestiva, respiratória, genital ou cutânea - no caso de alguma lesão na pele - alcançado a circulação sanguínea e também alojando-se em alguns órgaos, principalmente pulmões e fígado. O tempo de incubação da bactéria é de cerca de quatro dias.

A doença pode se apresentar de forma aguda ou crônica, sendo a primeira mais comuns nos asininos e muares e a segunda, em equinos.  Na forma crônica, os sintomas incidem na pele, fossas nasais, laringe, traquéia e pulmões.

O diagnóstico pode ser feito através de técnicas diretas, isolamento bacteriano e inoculação em cobaias, e pode também, ser feito através de técnicas indiretas, como pesquisa de anticorpos. No entanto, o tratamento não é indicado, já que os animais permanecem infectados por toda a vida, tornando-se fontes de infecção para outros animais. Por isto, em casos da doença, o animal costuma ser sacrificado.

O controle do mormo  é baseado no isolamento da área que contém animais doentes, sacrifício destes animais positivos, isolamento e reteste dos suspeitos, cremação dos corpos dos infectados, desinfecção das instalações e todo o material que entrou em contato com os doentes. Deve também ser feito um rigoroso controle do trânsito de animais entre os estados e internacionalmente, com apresentação de resultados negativos de testes realizados até, no máximo, 15 dias antes do embarque dos animais.

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