Policiais civis decidem entrar em greve e queimam caixões na Praça Sete

Projeto que altera carreira dos servidores é criticado pelo Sindpol
R7
"Não queremos parar o trânsito, nossa briga não é com a população", afirma diretor do sindicato  Benito Urbina / Divulgação
Policiais civis decidiram entrar em estado de greve durante assembleia realizada nesta sexta-feira (24) em Belo Horizonte. Os agentes, liderados pelo Sindpol (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais), seguiram em caminhada da Assembleia Legislativa até a Praça Sete, no hipercentro, e queimaram caixões em protesto ao projeto enviado aos deputados estaduais com alterações na carreira policial. A categoria promete cruzar os braços a partir do dia 10 de junho se não houver uma contraproposta do Governo. Para o investigador Adilson Bispo, diretor de informação e mobilização e do Sindpol, as mudanças na Lei Orgânica propostas pelo governo são insuficientes.

Por unanimidade, decidimos pela greve a partir do dia 10 de junho. Queremos que o projeto enviado na sexta passada seja trocado pelo substitutivo feito em 2011 pelas entidades de classe. Entendemos que quem fez o projeto não entende de polícia, porque tira direitos, como a promoção a nível especial e só propõe aumento de cargos para delegados. O protesto na praça durou cerca de dez minutos, segundo o sindicato, para não tumultuar o trânsito. — Não queremos parar o trânsito, nossa briga não é com a população, é com o governo. Só queimamos os caixões na Praça Sete e dispersamos, porque não queremos prejudicar o povo.

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