Jovem que matou advogada no Padre Eustáquio agiu sozinho, diz polícia

Delegado não descarta, entretanto, que suspeito tenha tido ajuda para planejar crime
R7


reconstituição
A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (2) uma reconstituição sobre a morte de uma advogada aposentada no bairro Padre Eustáquio, na região noroeste de Belo Horizonte. A simulação, que contou com a colaboração do jovem que confessou o crime, Rafael dos Santos Silva, de 20 anos, serviu para o delegado responsável pela investigação concluir que o suspeito agiu sozinho.

Silva, que está detido há cerca de um mês, afirmou que cometeu o crime porque estava desempregado e precisava de dinheiro para ajudar em casa. Conforme o delegado Rodrigo Damiano, o criminoso matou a vítima, Maria Lúcia dos Santos Miranda, de 70 anos, que chegou a pedir por socorro.
— Ele falou que ela tentou fugir, pediu por socorro, tentou entrar no veículo dela e chegou a abrir a porta, buzinar duas vezes tentando alertar os vizinhos e a população local, mas ele conseguiu alcançá-la, jogou ela no chão, bateu com a cabeça dela no solo e depois a enforcou.

O quarteirão da casa da mulher ficou interditado durante o período de realização da reconstituição. A participação de outras pessoas no local foi descartada, mas durante o planejamento, ainda não. A polícia informou que vai pedir a quebra do sigilo telefônico, para saber se houve ligações entre o rapaz e outras pessoas que possam ter ajudado no crime. 

Silva foi preso em casa, no bairro Betânia, região oeste da capital mineira. Ele levou cerca de R$ 200 e um celular do imóvel. Maria Lúcia era conhecida por obras sociais que desempenhava no bairro e muito querida entre a comunidade. O suspeito, por exemplo, trabalhou na casa da mulher por dois meses. Na missa de sétimo dia pela morte da advogada, estiveram presentes cerca de 1.000 pessoas.

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