Organização criminosa que já causou prejuízo de R$ 5 milhões é alvo de operação da PF no norte de Minas

Quadrilha investigada é formada por empresários, servidores públicos e agentes políticos
Do R7 MG
Uma organização criminosa formada por empresários, servidores públicos e agentes políticos é alvo de uma operação da Polícia Federal no norte de Minas na manhã desta segunda-feira (27).  Intitulada de “Operação Sertão-Veredas[1]”, a ação tem como objetivo desarticular essa quadrilha, que é acusada de desviar recursos públicos de municípios do norte mineiro. Ao todo, são cumpridos, de forma simultânea, 45 mandados judiciais, sendo 10 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis e 14 mandados de prisão.A operação é realizada nas cidades mineiras de Montes Claros, São Francisco, Itaracambi, Januária, Manga e Janaúba. Alguns mandados também são cumpridos em Vitória da Conquista e Prado, no estado da Bahia, e em Guarapari, no Estado do Espírito Santo. Cem policiais de diversas regiões do Brasil participam da operação.


A investigação

De acordo com a Polícia Federa, os investigados atuavam, principalmente, nos municípios de Januária e Itacarambi. Segundo os dados levantados, o grupo fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações para as empresas integrantes da organização criminosa. Obras públicas, em áreas diversas da construção civil, pavimentação de vias públicas, manutenção de estradas e de locação de máquinas para a limpeza urbana não eram sequer fiscalizadas e os servidores públicos envolvidos no esquema atestavam a sua conclusão, mesmo quando estavam incompletas ou eram inexistentes. Por outro lado, as empresas investigadas emitiam notas fiscais frias sobre trabalhos não executados ou  executados em desacordo com as especificações do projeto. As verbas desviadas eram, imediatamente, aplicadas em bens, móveis e imóveis, localizados em outros estados brasileiros, que eram colocados em nome de outros empresários e de “laranjas”, ligados aos principais membros da organização criminosa. As apurações apontam um desvio que pode superar a quantia de R$ 5 milhões.


Penalidades

Foi determinado o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, bem como a indisponibilidade dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Os presos responderão por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros. Uma vez condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes podem ultrapassar 30 anos.

Com informações da Polícia Federal de Montes Claros

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