Presa quadrilha que roubava joias para comprar carros de luxo

Os bandidos usavam um disfarce de policiais civis para entrar com mais facilidade aos locais alvo dos crimes. Quatro foram presos durante a Operação Tiro Certo                               Do Estado de Minas
 (Euler Júnior/EM DA Press)
A Polícia Civil prendeu uma quadrilha especializada em roubo de casas, assalto a joalherias e bancos, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Belo Horizonte. Os criminosos roubavam, principalmente, joias e relógios para trocar por carros de luxo. Com os quatro integrantes, a polícia apreendeu uma caminhonete Mitsubishi L200, um Chevrolet Captiva, um Hyundai Santa Fé e uma moto Honda CBR 1000 (avaliada em R$ 40 mil). Eles usavam um disfarce de policiais civis para entrar com mais facilidade aos locais alvo dos crimes.

As equipes do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) monitoraram os criminosos por algum tempo, investigando casos de assalto, até prenderem o bando na madrugada da última sexta-feira. Os suspeitos Bruno Alves (Bolacha), Éric Fernandes, Edeilson Rocha e Wellerson Teixeira (Leson) foram detidos na Operação Tiro Certo. Os investigadores tiveram informações de que eles se reuniriam para um crime, montaram um cerco e prenderam os quatro em um lanchonete no Bairro Santa Branca, Região da Pampulha. O comércio fica em frente ao lava-jato de Wellerson, imóvel usado como QG do crime.


 (Euler Júnior/EM DA Press)
De acordo com os delegados Bruno Winke e Thiago Martins, a quadrilha entrava armada em lojas ou casas, rendiam vítimas e saíam carregando objetos de valor. Eles deixavam para trás produtos eletrônicos para priorizar joias. Segundo a polícia, Bruno era líder do bando e atuava junto com o primo Luíz Martins, que ainda está foragido. Eles planejavam os roubos e convocavam os outros membros.

Com eles a polícia também apreendeu cinco armas, uma delas de uso restrito e fabricação Checa, um tablete de maconha, 16 papelotes papelotes de cocaína, caixas de remédios, munição, camisetas de Polícia Civil, rádio comunicador. O grupo é investigado por roubos a cargas de caminhões, de onde vieram os medicamentos. Bruno também é suspeito de assalta a um banco em Itaguara, onde policiais foram baleados já tinha mandado de prisão expedido em São Paulo. O grupo ainda pode ter participado de um assalto no Condomínio Alphaville, na Grande BH e a invasão de uma casa na Pampulha.

Autuação

Todos foram autuados por formação de quadrilha, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, receptação, falsificação de documentos, associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e adulteração de veículos – pois o Captiva era roubado. 
 (Euler Júnior/EM DA Press)

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