Preso, delegado suspeito de atirar na namorada falta a audiência e cria conflito entre deputados e Judiciário

Parlamentares acusam juíza de impedir depoimento; TJ afirma que pedido não foi apresentado
R7
Adolescente de 17 anos
 continua internada em estado grave
Judiciário e legislativo entraram em conflito por conta da ausência do delegado Geraldo Toledo na audiência pública que discutiu a tentativa de homicídio supostamente provocada pelo policial contra a namorada, A.L. de 17 anos. Deputados prometeram trancar a pauta de temas relativos ao Poder Judiciário até o dia 17 de junho, em represália. Nesta segunda-feira (27), Toledo, que está preso em BH, era esperado pela Comissão de Direitos Humanos para explicar sua versão do crime, mas teria sido impedido de comparecer pela segunda vez pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Ouro Preto. No dia 9 de maio, a Justiça negou o comparecimento do delegado por entender que não seria competência dos deputados investigar o caso. Toledo também responde por adulteração de veículos e documentos e formação de quadrilha. Assessores da juíza, no entanto, afirmam que o pedido não foi protocolado no Tribunal. O deputado Durval Ângelo ironiza a afirmação do TJ. — Como não pedimos? Então convocamos até o ouvidor da Polícia Civil e não fizemos o requerimento para o delegado?Para Durval, a juíza tenta atrasar os trabalhos por já ter sido, ela própria, alvo de investigações da comissão.— Ou a juíza está ao lado do delegado, querendo acobertar o crime, ou quer provocar o poder legislativo. Na terça-feira (28), os deputados prometem enviar novo requerimento à Justiça para que Geraldo Toledo compareça à reunião, desta vez marcada para o dia 17.

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