Regimento de Cavalaria da Polícia Militar é interditado por suspeita de mormo

Instituto Mineiro de Agropecuária recebeu denúncia anônima sobre a suspeita. Segundo o comandante do regimento, todos os procedimentos estão sendo tomados, mas nenhum animal tem sintomas da doença.
DO ESTADO DE MINAS
O Regimento de Cavalaria da Polícia Militar de Minas Gerais foi interditado na terça-feira por suspeita de contaminação por mormo. O fechamento, feito de forma preventiva, será mantido até que saiam os resultados dos exames feitos nos animais. Segundo a polícia, os cavalos não apresentam sintomas da doença. 

A suspeita surgiu através de uma denúncia anônima ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O comandante do regimento, tenente-coronel Mac Dowel Campos Silva, explica que uma equipe de equitação do Distrito Federal se hospedou em Belo Horizonte a caminho de uma competição no Espírito Santo. Os animais da equipe ficaram na capital por 18 horas, na ida e na volta. “Aqui não entra animal que não apresente exame negativo de moro e AIE, que é a anemia infecciosa equina. Todos os procedimentos foram tomados e todos (os animais) que passaram por aqui apresentaram exames negativos de um órgão oficial”, reforma o tenente-coronel.

Quando os cavalos retornaram da competição, eles souberam, informalmente, que houve dois casos de animais contaminados por mormo no Espírito Santo. Eles foram adquiridos no Nordeste, onde a doença é endêmica. Mas, no período da competição, um dos animais doentes estava na cidade de Serra e o outro em Cariacica. “Na volta, eles apresentaram o exame de mormo. Para nos resguardar, ligamos para Brasília para que fizessem novos exames. Eles fizeram de novo e mandaram por e-mail o resultado. Novamente negativo”. 

Segundo o tenente-coronel Mac Dowel, pela rotina do Ministério da Agricultura, quando há uma denúncia desse tipo, primeiro é feita a interdição do local e depois a análise dos animais. Técnicos do IMA estiveram no regimento na terça-feira para comunicarem a notificação e colheram sangue dos animais. Nesta quarta-feira, serão colhidas amostras dos cavalos de outros esquadrões da cavalaria da capital. Amanhã, será a vez dos animais do Núcleo de Reprodução, na cidade de Florestal, na Grande BH. O objetivo é que todos os cavalos do regimento seja examinados. O IMA deve encaminhar as amostras para o laboratório, que fica no Pará. A expectativa é de que os resultados fiquem prontos até o final da próxima semana. 

O comandante do Regimento de Cavalaria da PM afirma que a denúncia pode ter sido caluniosa e reforça que nenhum dos animais apresenta sintomas de mormo. “Esse contato com os animais (de Brasília) faz 43 dias e o tempo de incubação e de 30 dias. Se algum animal nosso tivesse mantido contato com os de Brasília e tivesse sido contaminado ele já teria se manifestado sintomático”, afirma. O em.com.br está tentando entrar em contato com o IMA para mais detalhes sobre os procedimentos e os exames dos animais.

A doença

O animal com o mormo – também conhecido como “lamparão” - pode apresentar sintomas como secreção nasal, dificuldades respiratórias, febre e, em casos mais crônicos, feridas na pele. O cavalo deve ser sacrificado, já que é uma doença bastante contagiosa que pode ser transmitida, inclusive, para o homem.

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