Supremo decide se goleiro Bruno pode voltar a jogar

Julgamento de prisão domiciliar está previsto para terça-feira (7)
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Goleiro foi punido por discutir com detentos

R7
Cinco ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidem na próxima terça-feira (7) se o goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza Samudio, poderá sair da cadeia durante o dia para trabalhar.
O habeas corpus será julgado pelos ministros Ricardo Lewandowski (presidente da turma), Teori Zavascki, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux. O advogado Lúcio Adolfo da Silva deve fazer a sustentação oral em plenário e está otimista em conseguir a aprovação do pedido de prisão domiciliar. Durante o julgamento de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ele explicou suas razões. 

— Em Brasília a coisa muda, porque o STF não se quebra em decisões provincianas. Eu não acredito em decisões do TJMG. Quando entrei com o pedido de prisão domiciliar aqui, o relator demorou 70 dias para julgar e negou durante o julgamento. Vou sustentar assim: não quero que soltem o Bruno, só quero que deixem ele sair para trabalhar para contar para a redução de pena. 

O defensor tem a expectativa de que o goleiro volte a vestir o uniforme de atleta em julho. O Boa Esporte, de Varginha (MG), que disputa a série B, tem um pré-contrato com o jogador. Enquanto isso, Bruno cumpre uma punição na penitenciária Nelson Hungria.

Até o fim de maio, Bruno não poderá trabalhar, receber visitas ou tomar banho de sol. Ele foi punido por causa de uma discussão com dois detentos. Os presos teriam "elogiado" a mulher do jogador, a dentista Ingrid Calheiros, e Bruno partiu para a briga.

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