Usuários de crack intimidam moradores e lojistas


FOTO: RODRIGO LIMA
PM esteve, ontem, na região e abordou os dependentes químicos
OtempoOnline
O medo, o mau cheiro e a sujeira tomaram conta da rua Ribatejo, no bairro São Francisco, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Há dois anos, usuários de crack se mudaram para o local, intimidando comerciantes e moradores. Agora, para diminuir a insegurança, os pedestres recorrem a um vigia de uma empresa para ajudá-los a transitar pela área. 

Um empresário de 69 anos que atua na região e pediu para não ser identificado relatou que, desde que os dependentes químicos armaram uma barraca na rua, ele vive receoso. "A situação está muito desconfortável. Outro dia uma mulher estava nua tomando banho na frente de todos. Eles amontoam lixo, e os lixeiros não passam para recolher", disse.

Um vigia que presta serviço para esse empresário passou a acompanhar os funcionários e outros pedestres até o ponto de ônibus mais próximo, na avenida Antônio Carlos. "Eles usam droga o dia inteiro. Não sabemos se eles terão uma atitude agressiva. Nós nos sentimos intimidados", afirmou o empresário.

O gerente de uma loja, que também pediu sigilo da identidade, afirmou que uma colega já foi ameaçada por um dos usuários. Atualmente, são cerca de dez. "Não sabemos o risco que estamos correndo. Além disso, a sujeira e o mau cheiro que eles deixam são insuportáveis. Já reclamamos com a prefeitura duas vezes. Eles vieram um dia fazer a limpeza, e ficou nisso", relatou o gerente.

Por meio de nota, a Regional Pampulha informou, sem detalhar as ações, que realiza um trabalho permanente com os usuários de drogas por meio da Gerência Regional de Políticas Sociais. Ainda conforme a regional, a área passa por limpeza numa vez por semana. 

O capitão Rener Andrade, da 16ª Cia. da Polícia Militar (PM), disse que, para atuar, a corporação precisa receber uma denúncia, que pode ser feita de forma anônima pelo telefone 181. "Para agir, precisamos de um flagrante a fim de conduzir essas pessoas à delegacia". Quase uma hora depois da entrevista com Andrade, uma equipe da PM foi ao local e abordou os usuários.

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