Integrantes de quadrilha suspeita de matar quatro da mesma família são presos em MG

O grupo agia no tráfico de drogas na cidade de Ibirité, na Grande BH. O crime foi motivado pela disputa de bocas de fumo da região
O grupo já era investigado há mais de cinco meses pela Polícia Civil (Beto Novaes/EM/D.A.Press)
O grupo já era investigado há mais
 de cinco meses pela Polícia Civil

Do estado de Minas
Uma quadrilha fria e cruel. Esses foram os adjetivos dados pela Polícia Civil para um grupo criminoso que atuava em Ibirité, na Grande BH, suspeito de matar quatro pessoas da mesma família. O mandante do crime e líder do bando, Roberto Marques do Carmo, o Beto, foi preso em abril deste ano durante uma operação da Delegacia de Homicídios. Dando continuidade às investigações, a polícia conseguiu prender um dos executores do crime. Welbert Pereira Siqueira, o Chim, de 21 anos, que foi apresentado na manhã desta quinta-feira junto a outros dois integrantes do grupo. 

As execuções foram motivadas pela disputa do tráfico de drogas em Ibirité. O adolescente, Jefferson Oliveira, de 15 anos, começou a vender crack na cidade em um local onde a quadrilha chefiada por Beto já agia. Incomodado, o traficante começou a perseguir o garoto por atrapalhar seu comércio. Com medo, o jovem fugiu para Contagem, mas acabou assassinado no meio da rua. 



A irmã dele, Moara Inajara Cleria de Oliveira, que também tinha participação no tráfico, afirmou que iria vingar a morte do irmão. Com a ameaça, Beto mandou que Hugo Eustáquio Araújo, vulgo Loirinho, e Welbert vigiassem a garota e a mãe dela, Wanderleia Jaceni Cleria de Resende. O traficante ficou sabendo que os alvos iriam para Contagem e montou uma tocaia para poder encontrá-las. Quando as duas passavam por uma rua em um carro junto com uma amiga, Keila Gomes Silva Pereira, o veículo foi interceptado. 

Todas foram obrigadas a sair do carro e foram friamente executadas por Hugo e Welbert. “Os três corpos foram encontrados um ao lado do outro com marcas de tiros na cabeça e no rosto, o que demonstra a execução fria por parte dos autores”, explica o delegado Alex de Freitas Machado, um dos responsáveis pelas investigações. 

A polícia começou a investigar o caso e conseguiu prender Beto em abril deste ano. Dando continuidade as apurações, foram expedidos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão para poder prender os executores do crime. Na terça-feira da semana passada, uma operação foi montada para poder prender os criminosos. Welbert foi encontrado em uma casa em Ibirité, na Grande BH e não reagiu a prisão. Já Ronaldo Teodoro Rocha, de 33 anos, foi preso em uma casa na capital mineira. No imóvel, foram encontrados diversos produtos eletroeletrônicos e uma quantidade de metal semelhante a ouro. Segundo a polícia, ele era responsável pelas financias da quadrilha. 

Um jovem, identificado como Felipe Silva, que morava nos fundos da casa de Ronaldo, foi preso com uma pistola calibre 380 na cintura. “O Felipe nos trouxe uma certa preocupação. Antes da aproximação e de fazer a busca pessoal, perguntamos se estava armado e ele negou. Nossa impressão é que ele pudesse fazer um policial como refém para poder fugir”, diz o delegado. O outro homem apontado como um dos executores do crime, conseguiu fugir. “Quando chegamos na casa de Hugo, ele fugiu por uma porta preparada para a fuga e se embrenhou numa mata. Fizemos buscas, mas não conseguimos prendê-lo”, afirma Machado.

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