PBH e entidade fazem acordo contra retirada à força de moradores de rua

MPMG mediou encontro com a prefeitura após denúncia de ‘higienização’ das ruas para a Copa

Mesmo com acordo, há duas semanas, denúncias de retirada forçada seguem no Facebook
OtempoOnline
A Prefeitura de Belo Horizonte negou que irá fazer qualquer tipo de retirada à força de moradores de rua. A explicação foi dada depois da denúncia publicada nas redes sociais sobre uma suposta ação planejada de “higienização” na cidade durante a Copa das Confederações.
De acordo com a prefeitura, foi firmado um acordo com o Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), mediado pelo Ministério Público, para evitar qualquer medida agressiva em relação a essas pessoas.
Segundo a coordenadora do centro, Karina Vieira, a entidade recebeu denúncias alertando para uma ação na área central da capital, com apoio da Polícia Militar. “Foi feito um acordo para essa retirada dos moradores de rua ser feita só pelo serviço de abordagem social da prefeitura. É preciso fazer o encaminhamento correto, não só para o abrigo, mas também para a família ou para o setor de saúde”, disse.

A coordenadora do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População de Rua da prefeitura, Soraya Romina, nega qualquer intenção de recolhimento. “Existe um boato rodando nas redes sociais, no contexto da Copa das Confederações, sobre a intenção da prefeitura em patrocinar uma ação higienista. Nunca existiu ação nesse sentido”, afirmou.
Uma das denúncias é do universitário Fernando Soares, 25. Segundo ele, um morador de rua foi recolhido ontem, no centro, e outros três fugiram para não ser levados. “Temos denúncias dos próprios moradores de rua. Mas não sabemos para onde eles estão indo. Estamos mobilizando grupos para fazer a vigilância disso e denunciar”. A prefeitura também negou a realização do recolhimento de ontem.

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