Polícia acusa manifestantes de terem atacado primeiro

Após horas de manifestações que culminaram em duros confrontos com manifestantes em Belo Horizonte, na tarde e noite desta segunda-feira (17), o porta-voz da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Luiz Alberto Alves convocou uma coletiva de imprensa para dar explicações sobre a ação dos militares e fazer um balanço da operação. O militar lamentou os confrontos entre policiais e manifestantes, mas afirmou que a polícia agiu com rigor por ter sido atacada pelas pessoas presentes nos protestos.

"A polícia é pacífica, não passiva", disse, ao ser questionado sobre a diferente postura em relação aos protestos de sábado, que transcorreram de forma tranquila e sem confrontos. Segundo o porta-voz, a polícia reagiu ao ser atacada e não por ter "perdido o controle".

Ele negou as informações de participantes e de repórteres do Hoje em Dia, que estiveram no local e confirmam a excessiva violência usada pelos policiais ao lidar com os manifestantes. Segundo denúncias ouvidas pelos profissionais da imprensa, os policiais militares, principalmente, lotados no Batalhão de Choque, agiram com violência desnecessária e ainda teriam infringido regras. Ainda de acordo com os denunciantes, a todo momento, os policiais "partiram para cima deles", impediram o acesso a certos locais e ainda fizeram revistas não permitidas.
 
Além disso, durante o protesto, que começou na Praça 7, no centro da capital mineira, manifestantes foram barrados pelos policiais por três vezes - já na avenida Antônio Carlos - e, durante esses momentos, vários tiros de borracha foram disparados contra os protestantes. Bombas de gás lacrimogênio também foram lançadas na direção da multidão, que gritava a todo momento que não queria violência. Em meio à essa confusão, algumas pessoas, entre elas manifestantes, professores e jornalistas, ficaram feridas.

Ainda de acordo com o porta-voz, cinco pessoas foram detidas, sendo três por danos ao patrimônio privado e duas por pichação. Quatro pessoas ficaram feridas, Gustavo Magalhães Justino, Frederico Augusto de Oliveira, Guilherme Eduardo Valério de Oliveira e um outro manifestante identificado apenas como Thiago.


Com Tabata Martins e Vinícius Las Casas - Hoje em Dia

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