Tenente-coronel lamenta morte de jovem e diz que conceito de democracia foi desvirtuado em BH

Oficial acredita que vândalos detidos tem que responder pelos seus atos, apesar da fragilidade das leis
Do R7 MG, com Record Minas
O tenente-coronel Alberto Luiz, chefe da comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais, disse, na manhã desta quinta-feira (27), que lamenta profundamente a morte de Douglas Henrique de Oliveira Souza, 21 anos. O jovem faleceu após cair de um viaduto da avenida Antônio Carlos, na Pampulha, durante a realização de mais um protesto em Belo Horizonte, nessa quarta-feira (26).

— Até quando teremos mudanças com vítimas? É profundamente lamentável o que aconteceu.

Ao ser perguntado sobre os diversos atos de vandalismo registrados na região da Pampulha e centro da capital mineira durante a realização da manifestação, o tenente-coronel afirmou que, na verdade, ele acredita que o conceito de democracia foi desvirtuado por parte dos participantes do ato, que reuniu 50 mil pessoas.

— Notei que grande parte das pessoas que participaram do protesto não tem maturidade suficiente para entender o real conceito da democracia. Prova disso foi que alguns conceitos absolutos, como o de ir e vir, por exemplo, não foi respeitado e ainda interpretado de forma errada.
Conforme o oficial, a grande preocupação da polícia nessa quarta foi proteger a população e os torcedores que assistiram à partida entre Brasil e Uruguai pela semifinal da Copa das Confederações, no Mineirão.

— Muitas pessoas estão nos questionando como podemos deixar que alguns grupos de vândalos depredassem e até incendiassem concessionárias e outros estabelecimentos comerciais no entorno do estádio. Mas, o que não perceberam é que a nossa intenção era impedir que esses criminosos invadissem o Mineirão ou atentassem contra a vida de manifestantes pacíficos. Com segurança, nós conseguimos deter grande parte dos vândalos. No meio da confusão, algumas pessoas assistiram às cenas de destruição como se estivessem em um camarote, em vez de afastarem e deixarem a polícia agir com maior segurança.

Prisões
Mais de 40 pessoas foram detidas durante essa última manifestação. Durante todo o dia e noite dessa quarta, 46 participantes do ato foram encaminhados à Central de Flagrantes, no bairro Floresta, na região leste da capital mineira. Segundo a assessoria de imprensa da PM, todos os conduzidos estão envolvidos em atos de vandalismo registrados durante o protesto, que começou na praça Sete, no centro, estendeu até ao Mineirão, na Pampulha, e só terminou novamente na região central da cidade.Com o grande número de pessoas detidas, os policiais apreenderam muitos artefatos explosivos, bolas de gude, máscaras, luvas, facas e aparelhos celulares com mensagens de incentivo à violência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário