Governo se compromete a criar plano de ação contra novos atos de vandalismo em BH

Concessionários também tentam acordo para reaver prejuízo estimado em R$ 16 milhões com as depredações
No mês de junho, várias concessionárias foram invadidas e depredadas na Antônio Carlos por baderneiros, que também furtaram equipamentos (Leandro Couri/EM/DA Press
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No mês de junho, várias concessionárias foram invadidas e depredadas na Antônio Carlos por baderneiros, que também furtaram equipamentos

O governo vai traçar novos planos de ação para coibir atos de vandalismo na Copa de 2014 e, com isso, garantir segurança às concessionárias de BH que amargam um prejuízo estimado em R$ 16 milhões com protestos ocorridos em junho. Nesta quarta-feira, empresários se reuniram com a Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico Dorothea Werneck, na Cidade Administrativa.

Segundo o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG), o estado prometeu fazer uma agenda positiva para a prevenção de novos protestos junto ao Comando Geral da Polícia Militar. "O governo está sensível com vários setores  e, com isso, esperamos mais segurança nos próximos eventos esportivos", disse o presidente do sindicato, Mauro Pinto de Moraes Filho.

A Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico não deu detalhes do projeto, mas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que todas as ponderações feitas pelo setor serão encaminhadas aos órgãos competentes do Estado, que vão avaliar as questões. "Foi um primeiro encontro e a pasta ainda analisa os questionamentos dos empresários quanto à falta de segurança e os prejuízos", disse a secretária.


"Chance remota"

Em relação às depredações, os empresários acham remota a chance de reparação dos prejuízos. “Ficou claro que é praticamente impossível recuperar os estragos. Há muitas pessoas envolvidas, o setor é muito grande e, além disso, nos foi informado que o Estado deixou de arrecadar milhões com a onda de protestos”, disse o presidente do Sincodiv-MG, Mauro Pinto de Moraes Filho. Segundo ele, as concessionárias podem entrar na Justiça, mas essa decisão será individual.

Os principais alvos dos vândalos foram as concessionárias ao longo da Avenida Antônio Carlos, um dos caminhos que levam ao Mineirão. Uma das lojas mais afetadas foi a Osaka, da Toyota. A gerente regional, Nanci Marchese, informou que foram R$ 1.064.000 em prejuízos. Na Forlan Ford, a soma chegou aos R$ 200 mil. Já a Honda Minas Motos informou perdas de R$700 mil. Nas duas unidades da Volkswagen Mila, os prejuízos contabilizados foram de R$ 400 mil. A concessionária Peugeot se blindou dos vândalos antes do início das manifestações e os prejuízos foram inferiores a R$ 60 mil.

Outro caminho na tentativa de reaver os danos causados por vândalos é o projeto de lei de autoria do deputado Fred Costa (PEN), intermediador do encontro entre governo e os proprietários de concessionárias nesta quarta-feira. A proposta, apresentada no dia 1º de julho, autoriza o Poder Executivo, na forma, no prazo e nas condições previstos em regulamento, a reduzir para 0% (zero por cento) a carga tributária nas operações internas promovidas por estabelecimento comercial como forma de compensação pelos prejuízos patrimoniais sofridos em decorrência de ato de vandalismo. No entanto, a matéria ainda não tem data para ir a votação em plenário.

Fonte: Estado de Minas

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