Jovens engajados com política e economia modelam o futuro do Brasil

Jovens escultores do futuro do Brasil
Ana Cristina e Ana Carolina aprendem lições
 importantes ao doar parte do tempo livre a quem precisa
Os jovens brasileiros nunca foram tão engajados. Os protestos recentes, segundo especialistas, são a ponta do iceberg do protagonismo juvenil ativista, com capacidade de interferir nas diversas esferas do país: política, econômica, social, ambiental e onde mais tiverem vontade.
 
Conforme o professor da PUC Minas e coordenador do Grupo Gestor do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp), Robson Sávio, a juventude atual é capaz de formar movimentos mais amplos do que os da década de 90, por exemplo, que exigiram o impeachment de Fernando Collor. 
 
Se antes o objetivo era tirar um corrupto do poder, agora, a luta é por reforma política completa, para formar uma sociedade na qual os políticos não sejam meros gerentes da nação, mas servidores públicos.
 
“Há algumas décadas, prevalecia o engajamento juvenil da classe média conservadora, com demandas focadas, mas muito particulares. Hoje, temos a nova classe média, que saiu das camadas populares e descobriu que deve exigir demandas, como saúde, educação e transporte público de qualidade”, explica. 
 
Protagonismo
 
A juventude tende a ser protagonista das inovações e, a cada geração, transforma a sociedade de forma diferenciada, a avalia o coordenador do Observatório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Juarez Dayrell. 
 
Ele constata que a nova geração coloca em xeque vícios e problemas da sociedade brasileira e põe essas questões na ordem do dia. Essa atuação extrapola a política e reforça campos como ativismo cultural, ambiental, esportivo, entre outros. “Questionar o que é velho a partir do novo é uma dimensão própria do jovem. Cabe à sociedade escutar o clamor das novas gerações”, ressalta.
 
Sávio, também é cientista social e filósofo, diz que o engajamento dos protestos recentes não pode ser considerado novidade. Eles foram encabeçados por jovens de movimentos atuantes e organizados, que convocaram a sociedade para debates amplos. “Graças à juventude, a população descobriu que pode manifestar seu descontentamento e ser ouvida”, completa Dayrell.

Fonte:Hoje em Dia

Nenhum comentário:

Postar um comentário