Policiais e manifestantes voltam a se enfrentar no Rio

Os militares usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que revidaram jogando pelo menos dois coquetéis molotov contra a polícia

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11/07/2013 - Manifestantes interditam totalmente os dois sentidos da Avenida Presidente Vargas, na altura da Candelária, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Primeiro de Março. O grupo segue em direção à Cinelândia, pela Avenida Rio Branco, que está interditada. A manifestação estava marcada para sair por volta das 15h30m mas acabou atrasando, pois os organizadores quiseram esperar por mais participantes. Foto de Alexandre Brum / Agência O Dia CIDADE, PROTESTO, MANIFESTAÇÃO, MANIFESTANTE

1107ab13.jpgUm grupo de manifestantes que se concentram, desde as 19h, desta quinta-feira (11), em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, em Laranjeiras, voltou a enfrentar o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) com rojões atirados contra os policiais. Para dispersar o grupo, os militares usaram bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e jatos d´água. Em confronto anterior, por volta das 20h, os manifestantes chegaram a atirar rojões na direção do palácio.

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Durante a ação da PM, alguns manifestantes correram para as ruas próximas e foram perseguidos pela Tropa de Choque e por homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A perseguição da polícia se estendeu a até quatro quarteirões do Palácio Guanabara. No caminho, vários baderneiros depredaram veículos estacionados na Rua Paissandu. Na Praça São Salvador, o bando destruiu caçambas de coleta de lixo e quebraram os vidros dos pontos de ônibus da região. Todo comércio da praça e no Largo do Machado fechou às portas. O mesmo ocorreu nas ruas Presidente Carlos de Campos e Marquês de Pinedo, que ficam nas proximidades da sede do governo estadual.

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As bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela PM levaram os moradores dos prédios próximos a fechar as janelas dos apartamentos por causa do incômodo causado pelo produto. Muita gente se refugiou na Clínica Pinheiro Machado, por causa fumaça emitida pelas bombas de efeito moral.

Os moradores da Rua São Salvador também reclamaram do incômodo causado pelo gás. O cheiro era tão forte que às pessoas tiveram de fechar as janelas e basculantes de suas casas. A Praça São Salvador, ali perto, foi cercada pela PM e por homens do Grupamento de Motociclistas.

As ruas Paissandu, Senador Vergueiro e São Salvador e as transversais tiveram também tiveram as caixas coletaras de lixo arrancadas, lixo domiciliar jogo no meio da rua, placas com nomes de ruas destruídas e pontos de ônibus depredados. A maioria dos baderneiros usava máscaras para cobrir o rosto.

Por volta das 22h30, as pistas nos dois sentidos da Rua Pinheiro Machado foram liberadas ao tráfego pela Polícia Militar. De acordo com advogados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Rio de Janeiro, que acompanhavam a manifestação, 22 pessoas foram detidas pela polícia e levadas para a 12ª Delegacia Policial, em Copacabana, onde está funcionando a Central de Flagrantes. Os policiais do Batalhão de Choque apreenderam pedras, pedaços de paus, garrafas de vidro e barras de ferro com os detidos.

O governador Sérgio Cabral divulgou nota sobre a tentativa de invasão do Palácio Guanabara.
"O vandalismo não será tolerado no estado do Rio de Janeiro. Grupos que vão para as ruas com o objetivo claro de gerar o pânico e destruir o patrimônio público e privado tentam se aproveitar das recentes manifestações legítimas de milhares de jovens desejosos de participar e aperfeiçoar a democracia conquistada com muita luta pelo povo brasileiro", disse.


Com Agência Brasil / OtempoOnline

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