PM que trabalhava como porteiro no Bailão Sertanejo é indiciado por homicídio

Ele é acusado de atirar na cabeça de Tiago de Souza Martins durante uma confusão na saída do estabelecimento, em maio deste ano

Bailão Sertanejo
Jovem foi atingido durante uma briga na casa noturna
Um policial militar que trabalhava como porteiro em uma casa de shows em Venda Nova, Belo Horizonte, foi indiciado pela morte de um rapaz de 18 anos. Tiago de Souza Martins foi baleado durante uma confusão na saída do estabelecimento, em maio deste ano. A Polícia Civil encaminhou à Justiça, nesta quinta-feira (26), o inquérito que apurou o caso. A investigação, conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, porque um delegado estava entre os suspeitos, concluiu que o homicídio foi cometido por um policial militar que atuava como porteiro.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, o exame de balística feito pelo Instituto de Criminalística apontou que o calibre da arma usada no crime é igual ao de um revólver do militar, que é agora indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). O nome e o batalhão ao qual o suspeito pertence não foram divulgados, mas, segundo a Polícia Militar (PM), ele continua desempenhando funções administrativas em sua unidade de trabalho.
O policial militar nega o crime e alega que teria vendido a arma há um ano. A reconstituição do fato, no entanto, além de confirmar a participação direta do militar, descartou a suspeita de envolvimento do delegado Gustavo Garcia Assunção, que é filho do gerente do estabelecimento.
A análise de imagens das câmeras de segurança de locais diversos, bem como o relatório da agência de inteligência da corregedoria, também constatou que o policial civil não estava no local, no exato momento do disparo.
Além disso, testemunhas alegaram ter ouvido apenas um disparo na casa de shows. Isso fez com que a versão em que o delegado Gustavo Garcia surgia como suspeito e que relatava a ocorrência de mais de um tiro, fosse descartada.
Mais de 60 pessoas foram ouvidas pela Corregedoria Geral da Polícia Civil durante o inquérito. O rapaz morreu 101 dias após o fato.
Fonte:OtempoOnline

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