Caminhão-pipa do Exército ajuda no abastecimento de água em Sete Lagoas

No início de setembro, foi decretado estado de emergência por causa da escassez dos recursos hídricos na cidade; seca é a pior dos últimos 50 anos

SAEEEm estado de emergência há cerca de um mês por causa da seca, Sete Lagoas recebe, desde essa terça-feira (1º), a ajuda de um caminhão-pipa do Exército. Outros cinco veículos ainda devem começar a circular na cidade nesta semana e somar-se aos quase 15 da prefeitura e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEE) que já estão fazendo o abastecimento.O primeiro caminhão atuou no abastecimento de reservatórios, além de encher, na manhã dessa terça, a caixa d'água do bairro Nossa Senhora do Carmo.
De acordo com a assessoria do SAEE, uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou que essa é a pior estiagem dos últimos 50 anos na região. Os bairros que mais sofrem com a situação são JK, Alvorada, Planalto, São Francisco, Carmo, Portal da Serra, Jardim Europa e Mangabeiras.
Os alunos da Escola Estadual Deputado Renato Azeredo, localizada no bairro Interlagos, sofrem com a falta de água. “No mês de setembro, foi preciso mandar os alunos voltarem para casa pelo menos três vezes. Falta água nos banheiros e também para beber”, relatou a assistente técnica de educação básica Juliana Sales de Oliveira, de 39 anos. Ainda de acordo com Juliana, a direção orientou que os estudantes levem água de casa, e os funcionários se juntam para comprar água mineral.
Chuvas
De acordo com o SAEE, as chuvas vão amenizar, mas podem não solucionar o problema a curto prazo. “A água é retirada de poços subterrâneos. Vamos precisar de muita chuva para recuperar os lençóis”, disse Simone Souza, assessora de comunicação da empresa. Obras de aprofundamento de poços e de perfuração de novos já estão sendo realizadas.
Solução
O problema de escassez de recursos hídricos em Sete Lagoas só deve ser solucionado com o fim das obras da Estação de Tratamento de Água (ETA), que será construída às margens do rio das Velhas. Segundo o SAEE, as obras devem terminar em dezembro de 2014, e a estação deve começar a  funcionar em 2015. Então, além de captar água de poços, será possível utilizar também da superfície do rio. O custo total da intervenção é de R$ 35,6 milhões.
Diarreia
Conforme nota publicada pela SAAE, o surto de diarreia registrado em Sete Lagoas entre os dias 2 e 21 de setembro não tem relação com a qualidade da água distribuída na cidade.
O documento assegura que análises físico-químicas são realizadas semestralmente de acordo com da Portaria 2914/11 do Ministério da Saúde. Além disso, a potabilidade da água (adequação para o consumo) é examinada todos os dias, e um relatório é enviado, mensalmente, para a Secretaria Municipal de Saúde. 
Fonte:OtempoOnline

Nenhum comentário:

Postar um comentário