Consórcio da Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC vence 1ª leilão do pré-sal

Única proposta apresentada define o leilão do Campo de Libra
 (AFP)
O consórcio formado pela Petrobras, a francesa Shell, a anglo-holandesa Total, e as chinesas CNPC e CNOOC, única proposta apresentada, venceu a 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal e terá o direito a explorar e produzir o petróleo da área de Libra, na Bacia de Santos por 35 anos. O primeiro leilão começou por volta das 15 horas, Hotel Windsor Barra, localizado na Zona Leste do Rio de Janeiro e atende as novas regras do modelo de partilha. Em um primeiro momento, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou as regras para o leilão, em seguida a estrutura do Campo de Libra, na Bacia de Campos, foi apresentada para os participantes. Dos 70% arrematados pelo consórcio, 20% são da Shell e 20% da Total. A CNPC e a CNOOC têm, cada uma, 10%, assim como a Petrobras, que já tinha garantidos 30%.


O investimento exploratório mínimo é de R$ 610,903 milhões. A Petrobras terá que pagar R$ 6 bilhões de bônus de assinatura. O mínimo de excedente em óleo foi 41,65%, conforme o estabelecido pelo edital. O Campo de Libra tem reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo, que ainda não foram confirmadas. Caso o potencial se confirme, Libra será o maior campo de petróleo do país. A ANP estima que, em seu pico de produção, sejam extraídos diariamente 1,4 milhão de barris de óleo, cerca de dois terços do total da produção atual de todos os campos do país (2 milhões de barris por dia).

A presidente Dilma Rousseff suspendeu compromissos que tinha na tarde desta segunda-feira, no Palácio do Planalto, e seguiu para o Palácio da Alvorada, de onde quer acompanhar toda a evolução e o resultado do leilão do Campo de Libra, na camada do pré-sal. Dilma transferiu a audiência que teria às 15 horas com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para as 17 horas. A previsão é que o leilão tenha uma duração aproximada de 30 minutos.
Militares do Exército ocupam a entrada do Hotel Windsor Barra desde a 0h de ontem, equipados com escudos e armas não letais. Os manifestantes contrários ao leilão do Campo de Libra conseguiram romper, há pouco, barreira formada por integrantes da Força Nacional de Segurança e se aproximam do Windsor Barra Hotel, onde se realiza hoje a primeira rodada de licitação do pré-sal. O grupo agora é contido por uma barreira da Polícia do Exército. Policiais reprimiram os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. O gás chegou a entrar na recepção do hotel e pôde ser sentido por pessoas que estavam do lado de dentro.

Além das manifestações, uma greve dos petroleiros paralisa as atividades em plataformas, refinarias e unidades de tratamento de combustível da Petrobras em 12 estados do país, conforme informou o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi. Seja qual for o consórcio que sair vencedor do leilão do Campo de Libra, o desenvolvimento da exploração de petróleo e gás no país vai iniciar uma nova trilha, com repercussões no mercado global. 


Fonte: Estado de Minas

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