Homem inventa sequestro de filho por medo de perder o carro em partilha

Polícia Militar confirmou a invenção da história e o suspeito ainda não foi localizado; ele responderá por comunicação falsa de crime

O homem de 30 anos que entrou em contato com a Polícia Militar para avisar sobre o furto do seu carro em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesse domingo (20), está sendo procurado por ter inventado a história que o filho de 2 anos foi levado junto para agilizar o trabalho dos militares na recuperação do veículo.
Segundo a Polícia Militar (PM), a suspeita começou após a companheira de Richardson Alexandre Silva informar aos militares que os dois têm uma filha de 3 anos e não um menino de 2 como ele havia informado. Ao checar a situação, a PM descobriu ainda que o carro não havia sido roubado, mas estava em posse da mulher.
De acordo com o tenente Roberto Mauro, do 36º Batalhão da PM, o casal está em processo de separação e Richardson havia falado com a mulher que iria sumir com o carro, um Ford Ka preto, para que o veículo não ficasse com ela na hora da partilha dos bens. A mulher informou que ficou sabendo que o homem havia levado o carro para  a casa do sócio dele e, com a chave reserva, ela foi até lá, pegou o veículo e escondeu na casa de um amigo.
Após a revelação, os militares tentaram localizar o homem em casa, no bairro Caiçara, na região Noroeste da capital, mas ele não foi encontrado. A mulher foi levada para a delegacia onde deu o seu depoimento e liberada. O veículo, que está com a documentação atrasada, foi apreendido. Richardson continua foragido e será indiciado por comunicação falsa de crime.Segundo o homem, na noite desse domingo, ele parou o Ford Ka em frente ao imóvel do sócio, na rua 16, no bairro Nova Pampulha, em Vespasiano.
Silva teria entrado na residência e deixado o menino, identificado por ele como Gustavo Silva, na cadeirinha que estava no banco traseiro do veículo. Ao sair, ele disse que percebeu que o carro estava em movimento, tentou ir atrás, mas perdeu o o carro de vista na rua 17.
O homem não soube informar quantos ladrões eram e quais as suas características. A história foi desmentida pela companheira dela.
Fonte: OtempoOnline

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