Grupo invade casa à procura de traficante e mata mãe, filha e genro

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Uma família de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi destruída com a morte de três pessoas na madrugada desta quinta-feira (13). Uma quadrilha invadiu o imóvel à procura de um traficante, que não mora no local, e começou a atirar após uma das vítimas passar mal.


Segundo a polícia, alvo dos disparos vendia drogas na porta da casa das vítimas, que não tinham envolvimento com o mundo do crime; a princípio, por coincidência, jovem postou no Facebook que estava morrendo e ninguém a ajudava


De acordo com a Polícia Militar, Gislene Gonçalves, de 43 anos, as filhas Helen Cristina Gonçalves, de 21, e uma adolescente de 14 e o namorado da jovem, Maicon Cleiton Alves, de 26, estavam dormindo quando foram surpreendidos pelos atiradores que queriam saber o paradeiro de um traficante da região identificado apenas por “Leandro”.
O homem teria matado uma pessoa na última semana e os criminosos queriam se vingar. A família chegou a falar que não conhecia o traficante e, muito nervosa, Helen, que teria crises de epilepsia, começou a passar mal.
Irritados com a situação e pensando que a mulher reagiria, os bandidos começaram a atirar. A jovem foi atingida no abdômen, peito e mão e viu a mãe e o namorado serem assassinados. A menor conseguiu fugir pulando uma janela. Após o triplo homicídio, os suspeitos fugiram.
Populares informaram aos militares do 40º Batalhão que os três mortos não tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Porém, Leandro usava a porta do imóvel da família, na rua Januária, no bairro Quintas São José, para realizar a comercialização de entorpecentes.
Ainda segundo a polícia, nenhuma das vítimas tinha antecedentes criminais. Gislene foi atingida três vezes no braço esquerdo, coxas e costas. Já Maicon foi executado com noves tiros que atingiram sua cabeça, coxa, joelho, pescoço, mão, braço, costas e perna.
Após os trabalhos da perícia, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A investigação ficará a cargo da Polícia Civil. 
Coincidência
Horas antes do crime, Helen chegou a postar no Facebook a frase “ai to morrendo e ninguém me ajuda (SIC)”. No entanto, pelas outras mensagens da vítima na rede social, a princípio, a afirmação não tem relação com os crimes.
Quase ao mesmo tempo, a jovem também colocou que estava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ribeirão das Neves com suspeita de dengue. 
Helen deixa uma filha que vai completar 3 anos na próxima sexta-feira (21). O pai da criança, que é  ex-marido da vítima, tem a guarda provisória da criança após um problema que aconteceu com a menina na casa de Helen.
“Ficamos juntos por quase quatro anos, nos separamos e, há mais de um ano, tenho a guarda da minha filha. Fui avisado durante a madrugada por uma amiga em comum. Foi um susto e até cheguei a pensar que fosse uma brincadeira”, disse o homem, que pediu para não ter o nome divulgado.
Segundo ele, a família realmente não tinha qualquer tipo de envolvimento com criminosos da região. “Eles eram muito tranquilos. A Helen visitava a filha uma vez ou outra na minha casa. Da última vez, chegou a vir com o namorado”, contou o ex-marido. (OtempoOnline)

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