Justiça nega pedido de Aécio para retirar conteúdo negativo na web

As ações tinham como alvo os sites Google, Yahoo! e Bing, e pedem a retirada de notícias e textos que, segundo os advogados, utilizam-se de 'calúnias' para atingir o tucano


O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) teve dois pedidos negados pela Justiça de São Paulo. A informação, obtida pelo jornal Folha de São Paulo, mostra que o tucano fez o requerimento para bloquear links em sites e perfis em redes sociais que relacionam seu nome ao uso de entorpecentes e a desvios de dinheiro público durante seu governo em Minas (2003-2010). 

As ações tinham como alvo os sites Google, Yahoo! e Bing, que oferecem o serviço de busca, e pedem a retirada de notícias e textos que, segundo os advogados do senador, utilizam-se de 'calúnias' para atingir Aécio. 
O PSDB alega que Aécio e outros integrantes do partido são alvos de "quadrilhas virtuais" que agem de "forma organizada". Para os advogados do Google, Aécio se mostra "sensível demais às críticas sobre sua atuação". A gigante americana ainda afirmou que seria impossível retirar completamente o conteúdo do ar sem alterar outras pesquisas ao nome do tucano.
Em segredo de Justiça desde dezembro de 2013, a ação que tenta excluir postagens que ligam Aécio ao consumo de drogas ainda será novamente julgada.
Na outra ação, Aécio solicita que se retire denúncias de corrupção durante seu governo. O senador é acusado de não ter aplicado o mínimo de 12% dos recursos na saúde e ter tentado cumprir a regra com um repasse indevido, segundo a manifestação inicial da promotoria, para a Companhia de Saneamento de Minas (Copasa).
Em janeiro de 2014, o Ministério Público mineiro entendeu que a Copasa não faz parte do Estado, embora o Executivo seja seu acionista majoritário. O tucano teria deixado de investir pelo menos R$ 3,5 bilhões na área da saúde.
No dia 10 de fevereiro, no entanto, a Justiça de Minas Gerais extinguiu a ação de improbidade administrativa contra o senador. O juiz Adriano de Mesquita Carneiro, da 5ª Vara de Fazenda Pública estadual, decidiu arquivar o processo.(Informações de OTempo)

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