Policiais federais em MG aderem à paralisação nacional, diz sindicato

Escrivães, papiloscopistas e agentes vão participar de atos até quinta (13). Serviços de atendimento ao cidadão vão funcionar com 30% do efetivo.

Cerca de 350 agentes, escrivães e papiloscopistas em Minas Gerais aderiram à paralisação nacional de 72 horas da Polícia Federal, de acordo com o sindicato da categoria no estado. A entidade afirma que, nesta terça-feira (11), serviços de atendimento ao cidadão começam a funcionar com 30% do efetivo e o trabalho de investigação será afetado. Atos estão previstos para os dois próximos dias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef-MG), Rodrigo Porto, cerca de 100 trabalhadores de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Varginha, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia embarcam à noite para Brasília, onde vão participar de manifestação nesta quarta-feira (12).

A entidade afirma que, durante a paralisação, serviços agendados serão mantidos, como emissão de passaporte, controle de produtos químicos, renovação de armamento e serviço de fiscalização de segurança privada. Além disso, haverá plantão na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte e no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, para casos de emergência.

Os policias também protestaram em Belo Horizonte nos dias 7, 11 e 25 de fevereiro. A categoria – que reúne agentes, escrivães e papiloscopistas – afirma que está com salários congelados. Enquanto os trabalhadores pedem de 35% a 40% de reajuste, o governo federal oferece um reajuste de 15,8%, segundo o sindicato. O presidente afirma que o percentual pedido equivale à reposição inflacionária dos últimos sete anos.

Procurada pelo G1, a Polícia Federal em Belo Horizonte e Brasília não se pronunciaram sobre a greve. Já o Ministério do Planejamento, através de sua assessoria, afirma que nos dois últimos anos, a categoria não aceitou a proposta de reajuste de 15,8% e não fechou acordo com o governo. A pasta afirma que, neste momento, não há margem financeira e fiscal para fazer o reajuste pedido, pois causaria impacto na folha de pagamento. Mas ressalta que as negociações estão abertas.(G1)

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