Policiais Militars do interior de Minas são treinados para a Copa do Mundo

Treinamento Copa
Militar faz rapel no Parque Sapucaia, em Montes Claros, como parte da preparação

MONTES CLAROS – Para reforçar as equipes de segurança pública durante a Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho, militares que atuam em batalhões do interior do Estado estão sendo capacitados. O objetivo, de acordo com a Polícia Militar, é prevenir a criminalidade e possíveis conflitos em manifestações durante os jogos.
 
Desde 2011, militares de todo o Estado estão sendo capacitados para atuação no evento. Atendimento ao turista, línguas (foco no inglês e espanhol), prestação de serviço, primeiros-socorros (em conjunto com o Corpo de Bombeiros), patrulhamento em locais onde acontecem eventos esportivos e até atuação em manifestações são algumas das atividades do curso.
 
A PM não revela o número de militares que serão deslocados, mas o grupamento especial de unidades das regiões Leste, Central, Norte e Triângulo Mineiro irão reforçar a capital, segundo o chefe de comunicação da corporação, major Gilmar Luciano.
 
Em Montes Claros, duas equipes – Choque e Rondas Táticas Metropolitana (Rotam) – começaram as atividades especificas para a Copa. Técnicas de identificação de grupos criminosos, abordagem durante manifestações e atos de protestos e salvamentos em mata são alguns das atividades. “É a oportunidade de qualificar e atualizar as atividades dos militares”, explicou o coordenador do curso, tenente Rodrigo Barboza.
 
Policiais civis também estão sendo capacitados, mas o foco é no combate ao crime organizado, atos de terrorismo, falsificação de moedas estrangeiras, dentre outros delitos.
 
O treinamento é realizado em parceria com o Serviço Secreto dos Estados Unidos (EUA), a Polícia Federal norte-americana (FBI) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para capacitar investigadores, peritos e delegados.
 
“É uma troca de experiência para atuação em grandes eventos que fica como legado para toda e qualquer atuação da equipe”, explicou o diretor-adjunto da Academia da Polícia Civil (Acadepol), delegado Jorge Wagner Ribeiro Barbosa.
 
“É um trabalho de inteligência que permite uma resposta rápida e precisa durante a investigação de crimes e até mesmo a interceptação de criminosos antes de cometerem o delito”, disse Barbosa. (Hoje em Dia)

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