No Governo Dilma: Estado diz não ter verba para atender pedidos de PMs na Bahia (enquanto isso na copa...)

Depois de ser informado de uma nova pauta de reivindicações, o governo da Bahia deixou claro que não tem como atender os pedidos dos policiais militares em greve desde a terça-feira (15).
Entre as novas reivindicações está um aumento salarial --em percentuais ainda não informados-- e a anistia dos militares punidos na greve de 2012.
Inicialmente, a Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) –uma das seis associações que compõem o movimento-- informou que a greve teria explodido por conta da insatisfação da tropa com a proposta de regimento interno da Polícia Militar apresentado pelo governo e que não haveria pedidos de reajustes salariais.
UOL tentou falar com o coordenador jurídico da associação, Fábio Brito, para saber qual a nova proposta apresentada ao governo, mas o seu telefone estava desligado na manhã desta quinta-feira (17). As ligações para os demais telefones da associação não foram atendidas.

Sem verba

Após tentativa frustrada de militares e deputados estaduais fecharem um acordopossível de ser aceito pelo Executivo, o governo divulgou nota afirmando que atender a nova proposta aumentaria as despesas do Estado em R$ 600 milhões ao ano, o que ultrapassaria o limite orçamentário baiano.
"Essa nova pauta nos causa muita surpresa. Falamos que já estávamos no nosso limite e recebemos a proposta com mais coisas inseridas. Consideramos isso um retrocesso", afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.
Barbosa disse ainda que o canal de negociação continua aberto e que vai esperar uma "proposta razoável". Porém, segundo apurou o UOL, o governo se nega a negociar a possibilidade de anistia dos policiais punidos pela greve de 2012.
O secretário também informou que o governo teria feito novas concessões em uma proposta encaminhada aos militares, entre elas a aposentadoria aos 25 anos de serviço para as mulheres e o aumento da gratificação conhecida como CET (Condições Especiais de Trabalho), que representaria uma despesa a mais R$ 50 milhões/ano para o Estado.

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