Quadrilha está sequestrando cães em zona nobre de Belo Horizonte

Polícia investiga quadrilha que cobra até R$ 3.000 de resgate por bichos de estimação

ROUBO CAES
Público que vai à praça JK, no Sion, se preocupa com ocorrências
Uma quadrilha especializada em roubo e sequestro de bichos de estimação está agindo na região Centro-Sul da capital, conforme confirma a Polícia Civil. “A corporação tem recebido informações sobre uma quadrilha especializada no roubo de animais”, afirma o delegado Afrânio Vasconcelos, da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Fauna. A Polícia Militar, no entanto, informou que ainda não tem balanço de casos nos últimos meses.

Um dos mais recentes ocorreu na manhã do feriado de 21 de abril, quando Paçoca, um cão schnauzer de 5 anos, foi levado em um Celta prata no bairro Luxemburgo. “Minha filha saiu para passear com ele e foi encurralada por dois homens armados. Ela não tinha nada, mas eles disseram que queriam só o cachorro”, diz a contadora Sandra Netto, 58.

Sandra conta que ouviu diversos casos parecidos depois que começou a procurar Paçoca. “As pessoas estão com medo até de levar o animal ao pet shop”, diz.

A contadora fez o boletim de ocorrência e entregou à polícia imagens da câmera de segurança do prédio, mas ainda não há sinal do animal. Ela acredita que, como um filhote da raça custa R$ 900 em média, Paçoca pode ter sido vendido a algum criador clandestino.

Caso similar ocorreu na Serra. No começo do ano, a advogada Juliana Lobato, 40, passou dias de apreensão depois que a cachorrinha da família, a pug Lola, 4, foi sequestrada. “A gente se apega como se fosse parte da família, meus ‘outros’ dois filhos (de 6 e 11 anos) estavam inconsoláveis”, diz.

Depois de espalhar cartazes pelo bairro e fazer campanha nas redes sociais, Juliana ofereceu a recompensa de R$ 500. “Uma semana depois, uma mulher apareceu na minha casa com a foto da Lola, paguei o resgate e recuperei meu animal”.

Novos hábitos. Outro caso de sequestro foi registrado no bairro Anchieta. “Há pouco tempo levaram o cachorro de uma conhecida, e ela pagou R$ 3.000 de resgate. Desde então a gente passou a tomar mais cuidado. Quando minha mãe ia ao banco, sempre deixava nossa vira-lata amarrada na porta, mas não faz mais isso”, conta a fisioterapeuta Diene Feitosa Pimental, 34.


Dicas de proteção
Coleira. Ao passear com seu cão, coloque nele guia, coleira e uma placa de identificação, com dados do proprietário.

Atenção. Fique perto do animal quando o levar para brincar em praças. 

Otempo Online

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