Funcionários de hospital descrevem terror durante resgate de preso

Agentes penitenciários que faziam escolta no Galba Veloso foram espancados pelos criminosos


Polícia não tem pistas do paradeiro do traficanteRecord Minas
Os cerca de 30 funcionários e acompanhantes de pacientes do Hospital Galba Veloso, em Belo Horizonte, viveram momentos de terror durante o resgate de um preso na madrugada de quinta-feira (19).


Por conta do trauma, muitos nem apareceram para trabalhar nesta sexta-feira (20). Os agentes penitenciários espancados por quatro criminosos já receberam alta, mas vivem em clima de insegurança.

Jeferson Ferreira, o "Mingau", de 36 anos, estava preso há 15 dias no Ceresp Gameleira. No fim de semana, tentou o suicídio e foi levado para o Galba Veloso, onde recebia medicação contra a depressão. Em hora de pouco movimento, comparsas renderam dois agentes e o levaram. Agora, a polícia desconfia que a tentativa de suicídio fosse apenas simulação para deixar a cadeia.


A técnica em enfermagem Cassia Simone da Silva relata os momentos de despero.



— Foi um terror. Bandidos com arma em punho, colocando na cabeça de funcionários. Uma colega que teve a arma apontada está grávida de quatro meses. Ela está muito abalada. Alguns funcionários precisaram tirar licença do serviço e foram medicados, porque viveram essa situação traumatizante.



Sem se identificar, o vigia, que não pode andar armado, descreve a violência.



— Já pediram pra eu abrir e levar até a psiquiatria pra tirar um colega deles. "Puseram" a arma no meu pescoço e me levaram arrastando.



Outra funcionária conta como ficaram os agentes penitenciários.



— Os dois agentes estavam sentados na cadeira. Colocaram deitados no chão, com a mão pra trás. Bateram bastante neles, deram coronhada de revólver na cabeça.

As buscas pelo traficante resgatado continuam. (R7)

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