Jovens de classe média são presos suspeitos de matar rivais do tráfico em Contagem

Gabriel Fernandes da Silva, o Biel, de 25 anos, e João Paulo Francisco Neves Silva, o Pão, de 28, foram apresentados na tarde desta quarta-feira
Os dois homens negaram participação nos dois assassinatos, mas foram reconhecidos por testemunhas (Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Os dois homens negaram participação nos dois assassinatos, mas foram reconhecidos por testemunhas

Jovens de classe média que nunca viram a pobreza. É assim que a Polícia Civil define Gabriel Fernandes da Silva, o Biel, de 25 anos, e João Paulo Francisco Neves Silva, o Pão, de 28, suspeitos de assassinar dois homens em maio deste ano no Bairro JK, em Contagem, na Grande BH. As investigações apontaram que o crime foi motivado pela disputa do tráfico de drogas em uma área nobre da cidade. A dupla foi apresentada na tarde desta quarta-feira e negou as acusações. 

De acordo com a Polícia Civil, Biel e Pão são integrantes de uma quadrilha que atua no fornecimento de drogas para bocas de fumos de áreas nobres do bairros Eldorado e Novo Eldorado. Desde o início do ano, um outro grupo, da Vila Itaú, tentou pegar o controle da região. Por causa disso, as duas organizações criminosas começaram a entrar em guerra. 



Em abril deste ano, dois integrantes da quadrilha de Biel e Pão foram assassinados por quatro homens da gangue rival. Entre os executores estavam Warley Santana de Oliveira, o Menor, de 32 anos, Daniel Lucas de Oliveira, o Chico, de 19, e outros dois comparsas, identificados como Lorim e Breno. 

Revoltados com a execução, João Paulo e Gabriel foram a caça dos rivais. Em maio, os dois homens passaram em um Doblô no cruzamento das Avenidas João César de Oliveira e Marechal Castelo Branco, em Contagem, e atiraram contra Warley e Daniel. Uma das vítimas chegou a descer do carro e trocou tiros com os suspeitos. A ousadia dos criminosos impressiona. O crime foi cometido no início da tarde em frente a uma churrascaria. 

Os dois homens acabaram presos cinco meses depois durante uma blitz da Polícia Militar na cidade. Com eles foram encontradas porções de drogas, munição, balança de precisão e armas. “Conseguimos chegar até a autoria do crime devido a um vídeo no celular deles e também pelo exame de balística nas munições e armas apreendidas”, afirmou o delegado Flávio Grossi. 

O vídeo citado pelo delegado é de um dos membros da quadrilha rival a de Pão e Biel. Nele, a dupla obriga a vítima a confessar o crime cometido em abril e também delatar quem participou da ação. Durante a apresentação, os dois homens negaram a autoria dos crimes. 

Segundo o delegado, os dois são homens perigosos. “São pessoas de classe média que não conheciam a pobreza. Eles só não mataram mais rivais porque acabaram presos”, comentou. (Estado de Minas)

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